Em seu teste mais forte antes das semifinais da Libertadores, o Grêmio deu sinais de evolução em relação aos últimos jogos.
Se não teve eficiência ofensiva, foi, ao menos consistente na marcação e segurou o líder Corinthians. O empate sem gols no Itaquerão não foi
suficiente para aproximá-lo do Corinthians, que segue com força rumo ao título, mas evidenciou que, com Luan, de volta após 56 dias, o time é capaz
de voos maiores. Era tudo o que a torcida queria quando aproxima-se o momento mais aguardado da temporada.
Foi visível que a volta de Luan, ainda sem as melhores
condições, deu maior estabilidade a todo o time. Com ele, o time retomou confiança para atacar, por saber que contava com um jogador capaz de dar o tempo
necessário à organização das jogadas. O próprio Corinthians cuidou de marcá-lo com atenção, por vezes até com
faltas.
Por isso, os minutos iniciais foram do Grêmio, embora o primeiro arremate tenha sido corintiano. A oito minutos, Jailson rebateu fraco e
Rodriguinho chutou rasteiro, para fora. Geromel foi à frente com liberdade aos 10 minutos, ergueu a bola na direção da área, mas Pedro Henrique afastou. Faltou
melhor acabamento para que Edilson marcasse aos 11 minutos, ao ser lançado por Luan e ficar na frente de Cássio. O chute foi fraco e parou nas mãos do
goleiro.
Defensivamente, o Grêmio também funcionou. Muito pela combatividade de Arthur, atento ao vigiar Rodriguinho e Jadson, os criadores do
Corinthians. Jailson simplificou e foi eficiente na marcação. Quando essa primeira linha era superada, Geromel e Kannemann encarregavam-se de sufocar os avanços
adversários.
Em um jogo de iguais, o Corinthians também teve seus momentos. E quase marcou aos 25, na chance mais clara do primeiro tempo. Jadson
bateu falta e Jô, pulando mais do que Jailson, cabeceou com perigo. O Grêmio devolveu aos 34. Ramiro tentou de longe e Cássio defendeu para o lado direito, com
dificuldade. Com ritmo, Luan teve uma queda nos minutos finais do primeiro tempo e com ele toda a equipe. Nada, porém, que resultasse em risco para o time.
Ao
aumentar seu ritmo nos minutos iniciais do segundo tempo, o Corinthians chegou a encurralar o Grêmio. Ocupado apenas em se defender, o time perdeu em criação e Luan e
Lucas Barrios, por um bom tempo, chegaram a se ver isolados da partida. Um quadro que, aos poucos, passou a ser desfeito. Primeiro, pela boa marcação na frente da área.
Depois, pela reconhecida capacidade de organização de Arthur. E o jogo virou. Aos 11 minutos, Edilson teve sua melhor participação. Em chute potente, de fora da
área, forçou Cássio a defesa difícil.
Embretado, Carille trocou o inoperante Jadson por Maycon, que teve a chance de marcar por cobertura
aos 25 minutos, com Grohe adiantado. Cresceu mais um pouco com Marquinhos Gabriel, que levou perigo pelo lado direito.
Cansado, Luan de lugar a Everton. Beto
da Silva foi a tentativa seguinte de Renato, na vaga de Fernandinho. Só que foi Edilson quem quase marcou, aos 35 minutos, com um chute de falta no travessão.
Sem maior ambição no ataque, o Grêmio também não foi submetido a maiores riscos. No fim, o resultado foi saudado pelo Corinthians, que trilha o
caminho do título, e pelo próprio Grêmio, que mostrou não ser inferior ao possível campeão.