Matar a saudade de três semanas
do Beira-Rio e dos jogos do Inter, em um jogo de Copa do Brasil, contra um Vitória desfalcado e combalido pela perda do título baiano parecia conspirar para os colorados. Mas
a partida de ida da quarta fase da competição nacional deixou torcedores preocupados. Depois de muito penar, o time gaúcho buscou o 2 a 1 e agora joga pelo empate no
confronto de volta, no Barradão. Não há mais gol qualificado.
O Inter de 21 dias depois da saída do Gauchão teve a sequência de
Marcelo Lomba no gol e Rodrigo Moledo na zaga, a presença de Roger como centroavante e a novidade Rossi como um meia-atacante aberto pela direita como posicionamento
inicial.
Rossi, inclusive, foi a principal válvula de velocidade do Inter nos primeiros minutos. Com velocidade e intensidade, infernizou Pedro Botelho
e até criou boas jogadas, mas nas duas tentativas, Roger não conseguiu dar o último passe. Ainda assim, fez boas tramas com Fabiano e Edenilson. O time, porém,
era lento e pouco criativo para furar a defesa do Vitória.
Por volta de 15 minutos, Odair mexeu nas peças. Inverteu D'Alessandro e Rossi. Com
isso, mudou as parcerias, colocou o argentino na direita, com Fabiano e Edenilson, e Rossi se mandou para a esquerda, triangular com Iago e Patrick.
Justamente os
três foram responsáveis pelo gol. Aos 17 minutos, o Inter armou um ataque, a zaga baiana afastou e Iago pegou o rebote. O lateral teve calma para entregar a Rossi, que driblou
um defensor e serviu Patrick. O volante se meteu na área, driblou um adversário e tirou do goleiro Caique: 1 a 0.
O gol até melhorou o Inter,
que teve uma segunda chance, com D'Alessandro, mas a defesa impediu a conclusão. Pouco depois, um susto: uma bola erguida para a área colorada encontrou a cabeça de
Kanu, que aproveitou a saída equivocada de Marcelo Lomba e arrematou para fora.
A reação do Inter foi com uma jogada de D'Alessandro, que
serviu Roger. O centroavante pegou de primeira, mas Caique defendeu. E quando a partida estava dominada, tranquila, uma bobagem cometida pelo time gaúcho deu de presente o empate aos
visitantes.
Rodrigo Dourado tinha a bola sob controle e tentou passá-la ao lado direito. O toque foi fraco, no pé de Rhayner, que entrou na área e
bateu. Marcelo Lomba espalmou e, no rebote, Denilson deixou tudo igual, 1 a 1.
O Inter voltou para o segundo tempo sem substituições. E sem
mudança de atitude. Havia lentidão e erros de passes decisivos. Além disso, Roger não achava espaço no meio da defesa. Por isso, aos 10 minutos, Odair fez
a primeira troca: depois de 50 dias, William Pottker voltou a jogar, no lugar de Rossi.
E Pottker quase fez o 2 a 1 aos 15. Ele recebeu de Edenilson, entrou na
frente do goleiro e deu um leve toque. A bola raspou a trave e saiu. Na sequência, a segunda alteração: Nico López por Rossi.
A
chance seguinte que o Inter teve foi em uma saída equivocada de Caique. Nico cruzou da esquerda e o goleiro errou a bola, acertou Pottker e caiu de mau jeito. Alguns torcedores
chegaram a pedir pênalti.
A última alternativa ofensiva colorada foi sacar Fabiano e incluir Brenner. Edenilson foi para a lateral e Pottker
abriu para a ponta.
Aos 40, Nico quase marcou um golaço, mas Caique voou e salvou. E aos 45, D'Alessandro cobrou uma falta e Caique, incrível,
engoliu um frango e deu a vitória ao Inter, 2 a 1.