Na montanha-russa colorada, mais uma vez, o frio na barriga teve final feliz. Contra o
Vitória, em Salvador, o Inter abriu 2 a 0 no primeiro tempo, gols de Patrick e Aderllan (contra), teve a chance de matar, mas Rossi errou um pênalti. Os baianos reagiram e
empataram. E Nico López, nos acréscimos, deu três pontos à equipe gaúcha, que salta na tabela.
Odair Hellmann mandou a campo
o time esperado: Víctor Cuesta voltou à zaga, Uendel ocupou a vaga de Iago na lateral esquerda e Rossi entrou no ataque, deslocando William Pottker para a função
de centroavante, no lugar de Leandro Damião. A dúvida era saber qual seria a postura da equipe, que, fora de casa, quase sempre havia sido excessivamente
defensiva.
Pois já na largada indicava que, desta vez, seria diferente. Um Inter mais corajoso, trocando passes e marcando já na linha ofensiva
encontrou um adversário nervoso e desfalcado de Denilson, um de seus principais jogadores, que está negociando com o Atlético-MG.
Apesar da
postura mais ofensiva, a primeira chance foi do Vitória. Aos seis minutos, em jogada pela direita, Cuesta saiu para dar combate em Lucas Fernandes, que conseguiu cruzar para o meio,
onde Neilton entrava sozinho. O camisa 10 bateu e Danilo Fernandes defendeu.
A resposta do Inter saiu aos 18 minutos. Após uma cobrança de escanteio, a zaga
do Vitória afastou e Rossi devolveu para a área. Cuesta ficou livre, mas dominou mal, adiantou demais e dividiu com o goleiro, cometendo falta e levando cartão
amarelo.
A postura mais ofensiva e corajosa do Inter deu resultado. Uma extensa troca de passes, aos 26 minutos, teve participação de praticamente todo
o lado direito: Zeca, Edenilson, Rossi e Dourado. A última tabela foi entre Edenilson e Rossi e de Rossi e Zeca. O lateral fez um cruzamento de primeira, cheio de efeito, no exato
ponto onde estava Patrick, que, de voleio tirou de Elias: 1 a 0. Golaço.
O Inter ainda comemorava um gol quando escapou do empate. André Lima levou
vantagem sobre a defesa concluiu. A bola desviou e Danilo defendeu parcialmente. No rebote, o goleiro chocou-se com Lucas Fernandes. A bola ia entrando e Uendel salvou em cima da linha. O
Inter reclamou de falta no camisa 1.
Apesar do susto, o time de Odair seguia mandando na partida. Apostando em um jogo de mais posse de bola e troca de passes, envolvia a
defesa do Vitória. Outra providência se mostrou fundamental. Lucca e Rossi inverteram os lados no ataque, e a estratégia funcionou. Aos 37, Lucca progrediu pela ponta
direita, levou ao fundo do campo e cruzou forte. Aderllan se precipitou e jogou contra o próprio gol: 2 a 0.
Atordoado, o Vitória permitiu ao Inter uma
chance de ouro de marcar o terceiro e liquidar o jogo. Rossi invadiu a área e foi derrubado por Kanu. Pênalti. O próprio Rossi bateu e isolou. O castigo não
demorou dois minutos. Uma falta praticamente no bico da grande área para o Vitória mudou a expectativa do segundo tempo. Walysson bateu forte, a bola desviou em Zeca e enganou
Danilo Fernandes. O que deveria ser 3 a 0 se transformou em 2 a 1.
O segundo tempo começou como se previa: empolgado pelo gol no finalzinho, o Vitória se
atirou e impôs ao Inter uma marcação apertada no campo de ataque. Na primeira chance, antes dos cinco minutos, Danilo defendeu uma cabeçada de Kanu. Na segunda,
Rodrigo Dourado salvou de carrinho um chute de Zé Wellison. Na terceira, não teve jeito. Aos 14 minutos, um escanteio da esquerda foi erguido para a área pequena.
Danilo Fernandes não saiu e Aderllan se redimiu, cabeceando para o gol: 2 a 2.
Odair mexeu na equipe quase imediatamente. Saiu Uendel e entrou Juan Alano.
Com isso, Patrick foi para a lateral esquerda. A segunda substituição foi a entrada de Brenner na vaga de Pottker. Por último, Nico ingressou, Rossi deixou o
campo.
A parte final do jogo foi de pura pressão do Vitória e defesa do Inter afastando, tentando, pelo menos, levar um ponto para Porto Alegre. Mas
não é que Nico López decidiu nos acréscimos? O Vitória atacava, em busca do gol, quando um passe foi antecipado por Cuesta. O argentinou deu até
balãozinho no adversário e lançou o uruguaio, que invadiu a área e bateu forte, fazendo o gol decisivo.
BRASILEIRÃO — 8ª RODADA — 30/05/2018
VITÓRIA (2): Elias; Lucas, Kanu , Aderllan, Jeferson; Rodrigo Andrade
(amarelo), Zé Welison (amarelo); Lucas Fernandes, Neilton, Wallyson; André Lima (Júnior Todinho, 27'/2ºT)
Técnico: Vagner Mancini
INTER (3): Danilo Fernandes; Zeca, Rodrigo Moledo, Cuesta (amarelo), Uendel (Juan Alano, 16'/2ºT); Rodrigo
Dourado, Edenilson, Patrick; Rossi (Nico López, 26'/2ºT, amarelo), Pottker (Brenner, 20'/2ºT), Lucca
Técnico: Odair
Hellmann
Gols: Patrick (I), aos 26, Aderllan (contra, I), aos 37, Wallyson (V), aos 45 minutos do primeiro tempo. Aderllan (V), aos 14 minutos e Nico
López (I) aos 48 minutos do segundo tempo
Arbitragem: Raphael Claus (Fifa), auxiliado por Emerson Augusto de Carvalho (Fifa) e Danilo Ricardo
Simon Manis (trio paulista)
Público: 5.749 (total)
Renda: Não divulgada
Local: Estádio Barradão, Salvador
Próximo jogo: Brasileirão
Inter x Sport
Sábado, 2/6/2018, 16h