Mesa e
banquetas de fast food inspiradas em hambúrguer, mesa pra comer sentado no chão inspirada em comida japonesa, poltrona de lounge inspirada em barquinho de sushi, adegas
inspiradas em vinho do porto, mesa e banquetas no quibe e mesa de bar em cupcake. Quem chega na Cantina Doces e Sabores, no campus, encontra muito mais que lanches e bebidas. Há uma
semana o local abriga a exposição dos trabalhos de finalização dos acadêmicos do curso Técnico em Design de Móveis da SETREM. O Projeto
Criar, mais conhecido como Projetão, é uma homenagem à professora Maria Judite Marasca (in memorian). A exposição dos trabalhos dos nove alunos pode ser
visitada até amanhã, 4.
A coordenadora do curso, professora Carla Elisabeth Becker, explica que a temática sugerida foi a da gastronomia dos
países estrangeiros que participam do desenvolvimento do Brasil. Foram usados diversos tipos de materiais para a confecção das peças, usando como
inspiração os povos étnicos árabes, alemães, portugueses, japoneses, italianos e americanos. Cada aluno escolheu um país para pesquisar e
desenvolver o seu trabalho. “Eles foram muito criativos, desenvolveram protótipos coloridos, atraentes demonstrando assim que estão aptos a empregar este potencial no
mundo do trabalho”, observou.
O professor Paulo Marasca comenta que foi instigante a variedade de resultados obtidos pelos alunos do Design de Móveis a
partir desta proposta desafiadora, que foi a de projetar móveis utilizáveis em ambientes de alimentação, inspirados em pratos típicos ou produtos
alimentícios de vários países. Marasca explica que os alunos, munidos do resultado da pesquisa de cada país, foram desafiados e souberam usufruir desta fonte de
inspiração para a criatividade, chegando a um resultado inusitado. “Acrescentados à pesquisa, é claro, foram essenciais o conhecimento adquirido em sala de
aula, e fora dela, o assessoramento dos professores. Quer resultado mais compensador? Com esta variedade, e principalmente com esta qualidade de design, com móveis para uso desde
espaço gourmet, podem até ser produzidos em larga escala”, conclui.