A torcida do Grêmio nem sentiu falta dos titulares, que guardam forças para a decisão contra o Flamengo, quarta (15), no Maracanã, pela Copa do
Brasil. Na noite deste domingo, com brilho, controle de bola e objetividade, o time reserva passeou na Arena, fez 4 a 0 no Vitória e alojou-se na terceira posição
do Brasileirão, à frente do Inter, que joga somente nesta segunda-feira. Não faltaram oportunidades para um placar ainda maior contra um adversário que pouco
criou e muito cedo se entregou em campo.
É inegável que a vitória contra o Flamengo, uma semana antes, deu confiança aos suplentes.
Concentrado, o Grêmio ocupou todos os espaços, teve posse de bola e eficiência nas conclusões. Diferentemente de outros momentos, em que a
preservação de titulares representava uma fragilização do time, desta vez se viu uma equipe com virtudes individuais e méritos coletivos. Em outras
palavras, confiável.
Sobrou qualidade no primeiro gol do Grêmio, marcado a 11 minutos. Tudo começou com a invertida de Matheus Henrique para o lado
direito, que parou no pé direito de Leonardo. O lateral passou a bola para o pé esquerdo e cruzou para o cabeceio de Douglas, defendido parcialmente por Ronaldo.
A sobra parou no pé esquerdo do meia, que empurrou para a rede. O gol mereceu uma comemoração especial, por ser o primeiro de Douglas em 655 dias - o
último, antes das duas cirurgias no joelho esquerdo, ocorrera em 26 de outubro de 2016.
O segundo gol não demorou a sair. E, de novo, contou com a
participação de Douglas, desta vez com uma abertura na esquerda, para Jailson. Próximo da área, o volante precisou ajustar o corpo para vencer Ronaldo com um
forte chute cruzado.
A atuação empolgava a torcida. Douglas flutuava em campo, Matheus Henrique, como primeiro volante, exibia recursos nos passes, e
Jailson, com energia, marcava com eficiência e tentava passes longos. Leonardo, mais confiante, teve, além do passe para o primeiro gol, até uma oportunidade para
marcar, desperdiçada com um chute muito alto.
Relembre como foi a partida na Arena
Tanta superioridade fez com que o
Vitória arrematasse somente uma vez, ainda assim em cobrança de falta de Yago, aos 30 minutos. A vitória parcial provocou no Grêmio a natural
redução no ritmo, insuficiente, contudo, para permitir maior crescimento ao adversário.
O segundo tempo teve início com um inesperado
avanço do Vitória, que resultou no chute do argentino Bou e na primeira defesa de Paulo Victor. Oportunidade logo respondida com a perigosa cobrança de Jael,
após falta sofrida por Marinho na frente da área. A chance seguinte, também de falta, foi de Matheus Henrique, muito próxima da trave esquerda.
O que esperar diante de tanta superioridade se não mais um gol? E ele veio dos pés de Pepê, aos 12 minutos, depois de receber de Marinho, investir pela esquerda
e disparar um forte chute de pé direito, com desvio na zaga.
Já com Maicon no lugar de Matheus Henrique, retirado do jogo por lesão no joelho
esquerdo, o Grêmio esteve perto de ampliar. Aos 23 minutos, na frente da área, Douglas livrou-se de Ramon e desferiu um chute que só não saiu melhor por ter sido
de pé direito.
A torcida ainda teve a alegria de ver Everton por alguns minutos, suficientes para um bonito drible e o quarto gol. Aos 36 minutos, ele
disparou pelo meio, serviu a Jael, que chutou para outra defesa parcial de Ronaldo, seguiu correndo e chutou com o gol vazio. É uma das apostas do Grêmio para o jogo contra o
Flamengo, que vale vaga nas semifinais da Copa do Brasil e mantém viva a chama do hexa.