Desta vez, Louis van Gaal não aprontou, não guardou a última substituição para colocar Krull nas
cobranças de pênaltis e se deu mal. O máximo que Cillessen conseguiu foi tocar na bola após chute de Maxi Rodriguez, o derradeiro, que garantiu a Argentina na
grande decisão. Em 1990, na Itália, foi outro Sergio, o Goycochea, que parou os donos da casa em outra decisão por penalidades máximas e garantiu os hermanos em
outra final contra a Alemanha. A história se repete.
Será a terceira final de Copa entre alemães e argentinos. Em 1986, Maradona garantiu o bi para
os hermanos. Quatro anos depois, o futebol coletivo do time germânico comandado por Beckenbauer no banco e Matthäus no campo foi responsável pelo tri. Agora, o tira-teima.
Messi ou Müller? Romero ou Neuer? Os europeus chegam embalados pelo 7 a 1 no Brasil, jogam melhor, mas a Argentina tem se mostrado o time do improvável, um time de
vitórias no fim.Independência, Chiquito! Independência! A Argentina está na final da Copa do Mundo graças a um herói improvável. Um
herói que chegou ao Brasil criticado, contestado, e repetiu Goycochea 24 anos depois. No dia em que completam 198 anos de independência, os hermanos bateram a Holanda nos
pênaltis graças a Sergio Romero e estão na decisão de domingo, contra a Alemanha, no Maracanã. Chamado de Chiquito por ser o mais baixo de quatro
irmãos na infância, o goleiro foi gigante, parou as cobranças de Vlaar e Sneidjer e deixou qualquer feito de Messi em gramados brasileiros até agora no chinelo.
Brasileiros, não teve jeito, eles estão na final - nos 120 minutos, ninguém fez gol na Arena Corinthians nesta quarta-feira.