Três estudantes e a professora de Língua Alemã, da Educação
Básica da SETREM, tiveram a oportunidade de acompanhar em terras alemãs a comemoração da conquista da Copa do Mundo da Fifa. Desde o início de julho,
Gustavo Boesing, Laísa Anderle Huber, Gustavo Henrique Weimer e Daniele Schuster estão na Alemanha participando do intercâmbio do Projeto Pasch. Distante milhares de
quilômetros de casa, os quatro representantes da SETREM contam como foi a festa da conquista da Copa do Mundo pela Seleção Alemã de Futebol em cada uma das
cidades onde estão hospedados.
Weimer está em Duderstadt, Laísa em Goslar, Boesing em Schwäbisch Hall e Daniele
em Friburgo. Weimer assistiu ao jogo de Alemanha e Argentina na companhia de outros intercambistas de diversas partes do mundo. Ele conta que houve muita festa após o fim da partida,
mesmo sendo quase meia noite na Alemanha. “A comemoração do título continuou pela cidade. Do hotel onde estou pude escutar os fogos até a madrugada”.
O estudante comenta que, para os alemães, a conquista da taça Jules Rimet teve um significado todo especial e a maioria das pessoas chorou. “Para eles essa conquista
significou muita coisa, foram grandes jogos disputados com equipes de nome, como a do Brasil. Aqui em Duderstadt, depois do jogo contra o Brasil, os alemães estavam chorando. Eles
entenderam a nossa situação e então todos comemoramos junto, principalmente nós, os brasileiros”.
Laísa conta que estar no
país vencedor da Copa está sendo uma experiência única e maravilhosa e ela está curtindo todos os momentos, até na derrota durante o jogo.
“Quando o Brasil perdeu para a Alemanha, todos aqui na cidade nos respeitaram, nos abraçaram e foram super gentis. Em relação a final e terem ganho a Copa, eles
não se importam tanto quanto o Brasil, mas ficaram super felizes”, observa.
De Schwabisch Hall, Boesing comenta que os intercambistas assistiram juntos
todos jogos e quando o Brasil perdeu “vergonhosamente” os alemães se mantiveram calmos e respeitaram os estudantes. “Eles foram educados demais, mais do que
nós seríamos. Houveram brincadeiras e tiradas com o nosso país, mas nada em excesso. Com a vitória, os alemães festejavam, mas a celebração
foi breve. No dia seguinte, o clima foi normal. Percebe-se que eles não são nada fanáticos, ao contrário dos brasileiros, que se fosse o nosso caso, aposto que
seria feriado nacional”.
Comemoração semelhante foi acompanhada pela professora Daniela em Friburgo, na Brisgóvia, que assistiu os jogos
em casa com o grupo, também participantes do intercâmbio de estudos. “Mas o que pude observar foi que eles festejaram com muita alegria e humildade. Ouvi buzinas de
carros, mas nenhum som de foguete. Somente uma coisa eles não deixaram de fazer: beber a legítima cerveja alemã”, comenta.
Os estudantes
e a professora retornam a Três de Maio no final deste mês. Eles receberam bolsas de estudos com duração de três semanas do Projeto Pasch “Escolas: uma
parceria para o futuro”, pelo Instituto Goethe, com todas as despesas da viagem e estadia custeadas pelo Projeto.