Estudantes dos cursos Técnicos e do Ensino Superior da SETREM estiveram reunidos na noite de terça-feira, 5, no Auditório do
Campus da Instituição, para conhecerem a Incubadora Tecnológica SETREM, seu funcionamento, as possibilidades de incubação e o case da empresa Migrate. A
Incubadora visa apoiar ideias empreendedoras com o objetivo de fomentar o crescimento empresarial e, desta forma, alavancar o desenvolvimento regional, trabalhando para a
consolidação de Três de Maio e região como polo de tecnologia, planejamento, criação, desenvolvimento e consolidação de
empresas.
O conjunto das atividades propostas busca estimular o empreendedorismo, qualificar projetos que tenham efetivo potencial de negócios voltados ao
desenvolvimento de ideias, produtos, processos e serviços, realização de plano de negócios e capacitação dos empreendedores. O referencial dos
serviços estrutura-se a partir do binômio Infraestrutura e Serviços, através de uma estrutura física que atende completamente as demandas das incubadas,
utilizando-se da infraestrutura do Campus da SETREM, que propicia espaços para todas as atividades que envolvem as empresas, tanto nas suas atividades de rotina quanto,
também, para ações que exijam pesquisa em laboratório ou eventos de porte maior.
Importância
Sandro Ergang, vice-diretor da Faculdade Três de Maio, destacou que as estatísticas apontam que nove em cada 10 empresas encerram suas atividades em até cinco anos
após sua constituição. “Muitas vezes o empreendedor tem conhecimento técnico sobre o produto ou serviço que oferece, e com isso acha que empresa vai
se sustentar sozinha. São profissionais que executam bem o serviço, mas que tem problemas para gerir o próprio negócio. O índice de fechamento de empresas
cai pela metade quando as mesmas passaram por projetos de incubação”, destaca.
A SETREM está disponibilizando espaço, consultoria e
assessoria para o desenvolvimento de ideias e projetos a preços acessíveis aos empreendedores. “Temos um sonho que passa pelo processo de incubação: a
criação do Parque Tecnológico, meta vislumbrada para os próximos anos. Para isso, precisamos atrair empresários e empresas para que possamos ser
fornecedores de tecnologia a fim desenvolver a nossa região”, complementa Ergang.
Possibilidades de incubação e o case
Migrate
As formas de incubação e a operacionalização foram apresentadas pelo professor Rodrigo Soder e pela coordenadora da
Incubadora Tecnológica SETREM, Franzéli Kaspary. Os acadêmicos também acompanharam a fala de Adilson Moacir Weddigen, sócio proprietário da Migrate,
empresa que vem colhendo excelentes frutos no mercado em que atua e passou pelo processo de incubação na SETREM. Ele apresentou sua experiência, motivando os
acadêmicos a buscarem esta mesma iniciativa.
“Nosso modelo tradicional de formação nos prepara para sermos funcionários e a iniciativa
da incubadora vai na contramão disso. Quando você defronta com a oportunidade de empreender, a decisão passa pela coragem de sair da zona de conforto. Mesmo com o
conhecimento técnico em uma área específica, várias perguntas e dúvidas sobre temas como legislação, formação de preço,
marketing e tudo mais que envolve a gestão, assustam. Então, participar da Incubadora e receber o suporte nestas áreas foi muito importante para nós e é
vital para todos que têm o desejo de tornarem-se empreendedores”, conclui.