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11/07/2019 | 05:14 | Esporte

Inter perde para o Palmeiras e terá de reverter desvantagem no Beira-Rio para avançar na Copa do Brasil

Gol da equipe paulista foi marcado por Zé Rafael

Gol da equipe paulista foi marcado por Zé Rafael
Inter de Guerrero não conseguiu vencer em São Paulo - Levi Bianco / Brazil Photo Press/Folhapress
De volta às competições oficiais depois de 28 dias de recesso, o Inter foi ao Allianz Parque e perdeu por 1 a 0, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Essa foi a quinta derrota seguida para o Palmeiras por esse escore em São Paulo. No dia 17, o Colorado receberá o Palmeiras, no Beira-Rio, e precisará vencer por 2 a 0, se quiser seguir sonhando com o título depois de 27 anos, e com os R$ 52 milhões em prêmios do torneio. 
Caso o Inter apenas devolva o placar ao Palmeiras, a decisão da vaga será nos pênaltis. Em 2017 — com o extinto regulamento do gol qualificado —, o Colorado foi eliminado pelo Palmeiras na Copa do Brasil depois de ter perdido em São Paulo por 1 a 0, e de ter vencido por 2 a 1 em casa. 
Com Patrick no meio-campo e D'Alessandro no banco, o Inter começou o clássico com o Palmeiras propondo o jogo — e passando mais tempo no campo adversário. Trocando passes e demonstrando uma surpreendente tranquilidade para trabalhar a bola, o Inter tentava chegar ao gol de Weverton. Os donos da casa passaram a chegar com mais ímpeto somente a partir dos 13 minutos. E, mesmo assim, sem a pressão que poderia se esperar. 
Mas, aos 19 minutos, o Palmeiras seguiu exatamente o script de maio, quando bateu o Inter no Brasileirão, com um gol de cabeça — e o time de Felipão parecia saber que o Colorado falharia em algum momento. Após um rebote de escanteio, Bruno Henrique correu sozinho pela ponta direita, cercado por Nonato, e cruzou sem dificuldade alguma. Na área, às costas de Uendel e antes de Cuesta, Zé Rafael desviou de cabeça, sem dar tempo de reação a Marcelo Lomba. 
Com o 1 a 0 no placar - e a pressão da torcida -, o Palmeiras jogou ao natural, como gosta: esperando o adversário e buscando os contra-ataques para ampliar. A tímida reação colorada apareceu em um forte chute de Nico, quase da intermediária, que Weverton mandou a escanteio. Com a estratégia de marcar desde a defesa adversária fazendo água, o Inter tentou acelerar o jogo. Mas a solidez defensiva paulista não dava brechas ao ataque colorado. 
Aos 27 minutos, Nico e Felipe Melo se desentenderam, apimentando um pouco mais o clássico — que se seguiu com lances mais ríspidos, de lado a lado. A cada minuto que passava o Inter parecia perder mais força ofensiva. Deu apenas um chute a gol — e de longe. O primeiro tempo chegou ao final com o Palmeiras quase o tempo todo no ataque. A tática colorada naufragou nos primeiros 49 minutos. 
Com um ataque apático, Odair Hellmann fez algo que não é de seu feitio: trocar no intervalo. D'Alessandro foi a campo para a saída de Nonato - que pareceu sentir o peso do jogo. Com o camisa 10 em campo, o Inter tentou ser mais criativo, mas a dificuldade para chegar ao gol seguiu a mesma. Já os donos da casa avançavam com facilidade e, com apenas sete minutos, Lomba já havia feito mais duas defesas. 
Mesmo com D'Alessandro, o Inter não conseguia contundência no ataque — apesar da melhor articulação no meio-campo. Muito pouco para reivindicar um empate. Enquanto isso, o Palmeiras seguia permitindo os avanços colorados somente até a intermediária e, depois, disso, recuperava a bola e partia para o contra-ataque. Aos 22 minutos, Uendel cruzou para Nico, que deu o primeiro chute do Inter em gol no segundo tempo - nas mãos de Weverton, é verdade.
A última tentativa de Odair foi a troca de Nico por Sobis. Não surtiu efeito. Ao final, o Palmeiras manteve a hegemonia em seus domínios e deixa o Inter sob pressão para o jogo de volta. 
Fonte: Gaúcha ZH
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