Dinheiro público que deveria
ser utilizado para melhorar a qualidade do sistema de saúde está deixando de ser investido em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul. Enquanto isso, a
população enfrenta dificuldades para receber atendimento, como mostra a reportagem do RBS Notícias.
Em 2013, R$ 15 milhões deixaram de ser
investidos na saúde pública de Santa Maria, segundo o Conselho Municipal de Saúde. O valor representa 30% do orçamento do município para a área.
“Se tu for olhar o Plano Municipal de Saúde, muito pouco foi executado. Na verdade, só se apagou incêndio”, diz a coordenadora do conselho, Rosa
Wolff.
Pacientes com HIV, por exemplo, esperam até quatro meses para a primeira consulta. A Casa Treze de Maio, que atende portadores do vírus,
só tem um infectologista para 234 pacientes. No orçamento destinado ao setor, R$ 593 mil deixaram de ser investidos.
A dificuldade também é
a mesma nas unidades de pronto-atendimento e nos postos de saúde. “É uma burocracia para tirar uma ficha. Leva uma hora esperando sentada em um banco”, diz a dona
de casa Sheila da Silva.
Os recursos federais e estaduais são repassados conforme pedido do município por meio de projetos que existem, mas não
são executados. No Centro de referência da Saúde do Trabalhador, há quase R$ 3 milhões parados.
Enquanto não executar antigos
projetos, o município não pode solicitar mais verbas. "É falta de pessoal, é falta de atendimento, de organização dentro da própria
Secretaria da Saúde e da prefeitura municipal”, admite o secretário de saúde de Santa Maria, Vanoir Koehler.