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16/03/2020 | 18:43 | Saúde

Brigada Militar cria gabinete de crise para monitorar coronavírus na corporação

Parte do setor administrativo de todos os quartéis do Estado trabalhará de casa

Parte do setor administrativo de todos os quartéis do Estado trabalhará de casa
Reuniões periódicas serão lideradas pela chefe do Estado Maior, coronel Cristine Rasbold - André Ávila / Agencia RBS
A partir do avanço do coronavírus, a Brigada Militar criou um gabinete de crise para monitorar o alastramento da doença na corporação. Até o momento, há um caso suspeito no efetivo: um policial que teve contato com pessoas que voltaram da Europa e está em quarentena desde a sexta-feira (13). Ele fará o teste nesta semana.
O grupo será liderado pela chefe do Estado Maior, coronel Cristine Rasbold, e irá se reunir a cada 48 horas para trocar informações e, se necessário, aumentar as restrições. Também serão divulgados boletins sanitário renovando as orientações aos policiais militares.
— Vamos monitorar periodicamente os casos dentro da BM — garantiu a coronel.
A criação do grupo faz parte de uma série de medidas determinadas pela BM. Entre elas, estão a postergação de todos os cursos, formaturas e eventos, limpeza de armamentos e realização de reuniões por meio de videoconferências.
O setor administrativo de todos os quartéis do Estado será dividido em duas equipes: a cada semana, um grupo vai trabalhar de casa e outro, no quartel, em forma de revezamento. A corporação está sendo comunicada destas medidas durante a tarde desta segunda-feira.
— A ideia é que se uma equipe for contaminada, a outra possa assumir o serviço, sem paralisar nosso processo administrativo — explica o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Rodrigo Mohr Picon.
Cristine Rasbold afirma que policiais militares grávidas terão prioridade no revezamento. Segundo Picon, as viaturas deverão ser mantidas com vidros abertos e deverão ter álcool gel. O cumprimento deverá ser apenas de continência, não mais com aperto de mão.
O comando-geral reforça que todas as medidas terão impacto interno e não alteram o policiamento nas ruas.
Fonte: Gaúcha ZH
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