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12/04/2020 | 06:53 | Saúde

Ministério da Saúde reforça que grau de medidas restritivas deve ser definido por governadores e prefeitos

Coletiva de imprensa para atualizar número de casos da doença no país foi realizada no fim da tarde deste sábado

Coletiva de imprensa para atualizar número de casos da doença no país foi realizada no fim da tarde deste sábado
Wanderson Oliveira e João Gabbardo dos Reis em entrevista à imprensa - Marcello Casal Jr / Agência Brasil
O Ministério da Saúde reforçou, durante coletiva de imprensa realizada no fim da tarde desse sábado (11), que o grau das medidas restritivas adotadas para tentar reduzir os efeitos do coronavírus deve ser definido pelos gestores locais, como prefeitos e governadores. O Brasil superou os 20 mil casos confirmados da doença, de acordo com os últimos dados divulgados. Até o momento, foram registradas 20.727 confirmações da covid-19 e 1.124 óbitos, de acordo com o governo federal.
— Somente o gestor local tem condições de definir o que é melhor para sua população. Nós daqui de cima temos muito pouca capacidade de dizer se tem que fechar um parque ou determinado segmento social. É fundamental a necessidade de se fazer o distanciamento social por mais alguns dias, e isso deve ser feito de acordo com a realidade de cada região — afirmou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira.
O Ministério da Saúde afirmou ainda que a decisão sobre o grau de rigor das medidas deve levar em conta fatores como o número de leitos, de equipamentos à disposição, de profissionais de saúde e de casos registrados. O secretário de Vigilância em Saúde alertou para o fato de que a flexibilização das medidas acaba impactando no setor de saúde por outros motivos, como, por exemplo, o aumento de acidentes de trânsito, que também demandam leitos. Para além disso, o maior número de circulação de pessoas vai acelerar a transmissão do vírus.
— É obvio que se tenho mais gente circulando, mais vírus sendo transmitido terá. Não tenha dúvidas disso. Então, precisa analisar a situação de cada local — disse Wanderson Oliveira.
O secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, também destacou a necessidade de ampliar a capacidade de atendimento da rede de saúde, como forma de enfrentamento à pandemia:
— Não é só distanciamento, mas também nossa capacidade de atendimento. Essa capacidade pode ser elevada. Colocando mais equipamentos, mais leitos, abrindo hospitais de campanha, contratando mais profissionais e equipamentos de proteção individual. Aumentando a nossa capacidade instalada, podemos atender um volume maior de pessoas.
O Ministério da Saúde reforçou a preocupação com o avanço da doença em quatro capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus e Fortaleza, por conta do número de casos registrados. Apesar disso, segundo a pasta, nenhuma região no país adotou o lockdown, ou bloqueio total, até o momento. Essa medida se diferencia do distanciamento social ampliado (não apenas para grupos de risco) pelo emprego de barreiras policiais nos pontos de acesso às cidades ou bairros para impedir a entrada e saída.
— É uma medida muito amarga, que traz impactos econômicos expressivos. Esperamos que não tenhamos que adotar no Brasil. Para isso, é essencial que distanciamento social não seja relaxado, especialmente nas cidades de Manaus, Fortaleza, São Paulo e Rio de Janeiro. O momento não é de pensar em lockdown, é de pensar em distanciamento, social, cobrir o rosto, lavar as mãos, usar as mascar e se tiver sintomas ficar em casa. As medidas de higiene, de distanciamento social são as armas mais poderosas que temos no momento —  afirmou o secretário Wanderson.
Durante a coletiva, os dois foram questionados sobre o fato do presidente Jair Bolsonaro ter gerado aglomeração de pessoas durante a visita um hospital de campanha em Águas Lindas de Goiás neste sábado.
— Não vamos responder sobre comportamento e posição do presidente da república — disse Gabbardo.
Fonte: Gaúcha ZH
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