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20/04/2020 | 06:42 | Saúde

Porto Alegre precisa de 360 leitos de UTI contra a pandemia, mas esbarra em dificuldade para adquirir equipamentos

Plano prevê destinar até 383 vagas do SUS para casos graves de coronavírus em cenário ?extremo?

Plano prevê destinar até 383 vagas do SUS para casos graves de coronavírus em cenário ?extremo?
Hospital de Clínicas já entregou 10 novos leitos de UTI - Lauro Alves / Agencia RBS
Para fazer frente ao coronavírus, Porto Alegre precisa contar com pelo menos 360 leitos de UTI dedicados apenas ao tratamento das vítimas mais graves da covid-19 no pico da pandemia. Esse número corresponde a um parâmetro internacional que prevê a destinação de 2,4 vagas por 10 mil habitantes para tratamento intensivo de pacientes com o novo vírus.
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) tem um plano para destinar até 383 vagas do SUS a esses doentes, incluindo leitos novos e já existentes, mas esbarra em dificuldades práticas, como adquirir respiradores mecânicos para atingir a meta máxima. Não há um prazo definido de quando o município poderia comprar por conta própria ou receber do governo federal todos os equipamentos, o que reforça a importância de medidas preventivas como o distanciamento social para evitar uma sobrecarga no sistema de saúde.
Em um primeiro momento, a SMS prevê destinar 174 leitos do SUS para a covid-19 — 105 novos no Hospital de Clínicas e 69 já existentes no Conceição, que seriam liberados por meio do direcionamento de pacientes com outros tipos de problema para o restante da rede hospitalar. À medida que o vírus se alastrar, novas vagas seriam abertas ou requisitadas em diferentes instituições até somar 383 em um cenário batizado como “extremo” no plano de contingência do município. A assessoria de comunicação do Clínicas informa que 10 leitos já foram entregues, e o restante deverá ser disponibilizado "até o começo do inverno".
A situação nas unidades de tratamento intensivo está sob controle neste momento, o que ajuda a ganhar tempo para os ajustes necessários, mas não garante que tudo seguirá bem se as contaminações aumentarem. Somadas as estruturas do SUS e da rede privada, a cidade contabiliza 660 leitos de UTI não especializados para adulto (conta que exclui alas reservadas a perfis específicos, como queimados). Desse universo, até sexta-feira (17), 560 vagas eram consideradas “operacionais” e aptas a receber doentes com o coronavírus (nem todas as UTIs recebem doentes de covid-19 para reduzir possíveis focos de contaminação).
Graças a um recuo no registro de doentes graves nas últimas duas semanas, os casos suspeitos ou confirmados de covid-19 têm ocupado cerca de 10% da capacidade atual.
— Graças ao distanciamento social, conseguimos deitar essa curva (de ocupação nas UTIs) e evoluir com uma progressão menor —afirma o diretor de Atenção Hospitalar da SMS, João Marcelo Lopes Fonseca.
Fonte: Gaúcha ZH
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