A quinta-feira é de luto para as santas casas e hospitais filantrópicos de todo o país. Hoje, 25 de setembro, foi
escolhido como o Dia de Luto pela Crise das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, marcado pelo protesto de alerta aos gestores federais, frente ao insuficiente recurso de custeio
alocado e o endividamento das instituições.
No Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), de Três de Maio, o atendimento no Pronto-Atendimento
foi alterado, somente sendo atendidos casos de urgência e emergência. Faixas e cartazes foram espalhados pelo hospital, como também colaboradores vestidos de preto
distribuem folders com informações sobre a mobilização.
Entre as principais reinvindicações está o aumento de
investimentos por parte do Governo Federal para atendimentos realizados no Sistema Único de Saúde (SUS). No Brasil, 2.100 instituições filantrópicas
são responsáveis por mais de 50% do total de atendimentos SUS e acumulam um total de R$ 5 bilhões em dívidas.
Somente no Rio Grande do Sul,
onde a rede hospitalar filantrópica é composta por 259 instituições e detentora de 72% da capacidade assistencial hospitalar, o déficit de custeio anual
chega a R$ 400 milhões. “A maioria das santas casas possuem uma boa gestão. O HSVP é um exemplo, pois este ano obteve o reconhecimento no Programa Gaúcho
da Qualidade e Produtividade (PGQP), através da conquista da Medalha de Bronze, um prêmio pelas práticas de gestão adotadas. Isso mostra que temos gestão,
porém nos falta um financiamento correto. Boa parte dos municípios e estados estão fazendo a sua parte, mas o Governo Federal não está investindo os 10%,
o que nos faz falta”, explica o diretor executivo do HSVP, Samuel Meoti.