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11/10/2014 | 05:27 | Saúde

Saúde de SC se mobiliza para evitar pânico em Dionísio Cerqueira, onde suspeito de contrair ebola pediu refúgio

Requisições feitas por estrangeiros de Guiné, Serra Leoa e Libéria foram suspensos na cidade

Requisições feitas por estrangeiros de 

Guiné, Serra Leoa e Libéria foram suspensos na cidade
Rotina segue sem alterações na PF de Dionísio Cerqueira, onde homem fez pedido de refúgio (Foto: Sirli Freitas / Agencia RBS)
A informação de que o homem suspeito de contrair ebola conseguiu documento de refugiado em Dionísio Cerqueira, no Oeste de SC, foi o assunto desta sexta-feira na população da fronteira entre o Estado e a Argentina, provocando uma reunião de órgãos de controle de saúde e segurança na Secretaria de Desenvolvimento Regional de Dionísio Cerqueira. 
De acordo com informações da Polícia Federal, o morador de Guiné, na África, Sowleymane Bah, de 47 anos, entrou no Brasil pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, mas fez o pedido de refúgio em Dionísio Cerqueira, que lhe dá o direito e viver e trabalhar temporariamente no Brasil. O pedido foi realizado no dia 23 de setembro. 
A explicação para ele fazer o pedido na delegacia catarinense é que nesta unidade praticamente não há filas para atendimento. Informações extraoficiais indicam que desde o início de setembro houve 47 pedidos de refúgio em Dionísio Cerqueira, sendo seis de Guiné. 
A partir desta sexta foram suspensos os pedidos de Guiné, Serra Leoa e Libéria, que são os países com registro de casos de Ebola. 
A suspeita de que Bah poderia ter o vírus foi confirmada na quinta-feira. Ele foi transferido de Cascavel para o Rio De Janeiro. 
Rotina de agentes da Polícia Federal segue normal 
Em Dionísio Cerqueira os moradores comentam sobre o caso e alguns demonstram preocupação com o ingresso de africanos, evitando até a proximidade, e outros demonstram tranquilidade, como a contadora Dieli Claro. 
— O pessoal comentou um pouco no trabalho mas não estou com medo — disse. 
Na Aduana Turística, onde há um fluxo intenso de brasileiros e argentino entrando e saído, entre Dionísio Cerqueira e Bernardo de Irigoyen, a situação também era normal na noite de ontem. Na Polícia Federal a rotina dos agentes não foi alterada. 
— Ninguém apresentou sintoma — disse um dos agentes. 
Órgãos oficiais tentam tranquilizar população 
A gerente de Saúde da Secretaria de Desenvolvimento Regional de Dionísio Cerqueira, Eila Labres, que participou da reunião realizada nesta sexta-feira, procurou tranquilizar a população. 
— Este paciente suspeito, quando esteve em Dionísio Cerqueira, não apresentou qualquer sintoma do Ebola. É um caso não confirmado, motivo pelo qual tranquilizamos as pessoas que vivem na fronteira de Santa Catarina e do Paraná — reforça Labres. 
Outra integrante da reunião, a enfermeira Dila Possatti, da gerência regional de Saúde de São Miguel do Oeste, também procurou acalmar a população. 
— Não há razão para ficar com medo ou pânico — disse. 
Ela afirmou que o africano ficou apenas cerca de 24 horas na cidade, para conseguir a documentação, e que na ocasião estava sadio.
Fonte: Zero Hora
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