07/11/2020 | 05:30 | Esporte
Leonardo Konzen, que ilustrou reportagem sobre o fim das competições, acertou seu retorno ao esporte, no Santa Cruz
Leonardo Konzen apareceu em GZH, em setembro, trabalhando na construção civil. Pintando muros, reformando residências, o jovem de 24 anos se virava para ajudar no sustento da família, composta pela mulher e por uma filha recém-nascida. Era a nova realidade para o homem que, até então, tinha passado a vida defendendo embaixo das traves, rodando o Interior como goleiro. Mesmo naquela época dura, mantinha a esperança de voltar a jogar, de realizar seu sonho, viver do futebol. Há algumas semanas, foi contatado pelo Santa Cruz, rival do Avenida, clube no qual iria disputar a Divisão de Acesso. Acertou seu retorno aos gramados e reacendeu a esperança no futuro da profissão, a partir da Copa Ibsen Pinheiro.
Ele fazia parte do grupo de quase 90% dos jogadores de clubes menores que precisaram encontrar empregos fora do esporte para conseguir sobreviver a um 2020 sem futebol no Rio Grande do Sul. Felizmente para Leonardo, conseguiu se realocar e agora passa os dias treinando no Estádio dos Plátanos, ao lado dos companheiros Fabiano Heves e Guilherme Medina, seus concorrentes pela camisa 1. Foi depois de um treino que o goleiro — e não mais trabalhador da construção civil — atendeu a reportagem.
O futebol renasceu no Rio Grande do Sul
Ele fazia parte do grupo de quase 90% dos jogadores de clubes menores que precisaram encontrar empregos fora do esporte para conseguir sobreviver a um 2020 sem futebol no Rio Grande do Sul. Felizmente para Leonardo, conseguiu se realocar e agora passa os dias treinando no Estádio dos Plátanos, ao lado dos companheiros Fabiano Heves e Guilherme Medina, seus concorrentes pela camisa 1. Foi depois de um treino que o goleiro — e não mais trabalhador da construção civil — atendeu a reportagem.
Como foi o acerto com o Santa Cruz?
O clube resolveu que ia disputar a Copinha, e o técnico, o William Campos, falou que o objetivo era buscar uma vaga na Copa do Brasil. Então eles procuraram atletas, da região e de fora, e eu fui um deles. Aceitei na hora.
E o emprego antigo?
Pedi um tempo na empresa para voltar ao futebol. É uma empresa familiar, de um parente da minha esposa. Ele entendeu de boa, sabe que é meu sonho jogar futebol e que almejo chegar em um time grande.
Como foi o acerto com o Santa Cruz?
O clube resolveu que ia disputar a Copinha, e o técnico, o William Campos, falou que o objetivo era buscar uma vaga na Copa do Brasil. Então eles procuraram atletas, da região e de fora, e eu fui um deles. Aceitei na hora.
E o emprego antigo?
Pedi um tempo na empresa para voltar ao futebol. É uma empresa familiar, de um parente da minha esposa. Ele entendeu de boa, sabe que é meu sonho jogar futebol e que almejo chegar em um time grande.
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