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14/10/2014 | 17:48 | Educação | Três de Maio

10º Sarau Literário Setrem literatura: leituras, mediações e reflexões

O trabalho teve início no primeiro trimestre, quando as turmas produziram filmes a partir de leituras deste período literário e foi orientado pela professora Mara Cassol

O trabalho teve 

início no primeiro trimestre, quando as turmas produziram filmes a partir de leituras deste período literário e foi orientado pela professora Mara Cassol
Foto: SETREM/Divulgação
Grandes escritores brasileiros subiram ao palco do Auditório da SETREM nesta sexta-feira, 10. Os méritos são dos alunos do Ensino Médio, que orientados pela professora de Língua Portuguesa e Literatura, Mara Cassol, proporcionaram o retorno a um dos principais períodos literários do país: o romântico. O trabalho teve início no primeiro trimestre, quando as turmas produziram filmes a partir de leituras deste período literário.
Depois de estudos e ensaios e através de encenações, os alunos do 2º ano apresentaram estas obras literárias: A Moreninha, que deu início ao romantismo no Brasil, do autor Joaquim Manuel de Macedo. Após, Memórias de um Sargento de Milícias, do autor Manuel Antônio de Almeida e retrata a vida do Rio de Janeiro no início do século XIX e desenvolve pela primeira vez na literatura nacional a figura do malandro. Lucíola, romance de José de Alencar em que o homem e mulher se confrontam num plano de igualdade, dotados de peso específicos e capazes dum amadurecimento. E, no final, Dom Casmurro, de Machado de Assis, um marco do realismo brasileiro.
OBRAS
A obra O Cortiço, publicado em 1890 por Aluísio de Azevedo, subiu ao palco sob a ótica dos alunos Gustavo Boesing e Emanuele Pivoto, que dramatizam a peça teatral escrita por eles.
A carta de Pero Vaz Caminha, o primeiro documento escrito sobre a terra brasileira, é um hino à beleza da natureza selvagem e à exuberância do Brasil primitivo. O 1º ano do Ensino Médio 722 fez uma releitura da obra e dramatizou-a.
Basílio da Gama escreveu Uraguai em 1769 e nela conta de forma romanceada a história da disputa entre jesuítas, índios (liderados por Sepé Tiaraju) e europeus (espanhóis e portugueses) nos Sete Povos das Missões, no Rio Grande do Sul. O 1º ano do Ensino Médio 721 fez uma releitura da obra, escrita pelas alunas Laura e Natascha. Nessa releitura algumas cenas foram modificadas intencionalmente para tornar a história um pouco engraçada.
A famosa poesia Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, do período romântico, é a mais parodiada até hoje. Os alunos Mathias, João e Carlos Eduardo subiram ao palco e soltaram a voz para cantar a música Canção do Exílio, de Nelson Dejanny.
O tropicalismo foi um movimento de ruptura que sacudiu o ambiente da música popular e da cultura brasileira entre os anos de 1967 e 1968. O movimento tentou unir as diferentes culturas musicais brasileiras e quebrar barreiras ao tentar unir o Brasil arcaico com o moderno, mas o movimento durou poucos anos, pois foi reprimido pelo governo militar. Alguns alunos do 3º ano apresentaram algumas músicas do CD “Tropicália ou Panis at Circensis” que marcou época no movimento tropicalista na década de 60.
Se o destino resolveu pregar peças a mulheres, com certeza, fora às Von Sassen. Esta família de perdedores está fadada a sofrer com os caprichos do azar e das desventuras. Fruto da psiquê da gaúcha Lya Luft, foram reunidas em uma mesma obra, no período modernista brasileiro, aquelas mal-sinadas que estavam diretamente enlaçadas pelo sangue e pela convivência, eram parceiras da dor. Um grupo de alunos do 3º ano dramatizou a obra As Parceiras, da autora gaúcha Lya Luft.
E no encerramento da atividade, os alunos do 3º ano, Davi Assenheimer, Jean Dalberto e João Bruno Baumgarten apresentaram sua composição que retrata a história da Literatura Brasileira desde a Escola literária Quinhentista até a contemporaneidade.
Fonte: Assessoria SETREM
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