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26/02/2021 | 05:16 | Esporte

Inter empata com o Corinthians e fica com o vice do Brasileirão

Colorado contou com tropeço do Flamengo no Morumbi, mas não fez sua parte dentro de casa

Colorado contou com tropeço do Flamengo no Morumbi, mas não fez sua parte dentro de casa
Mateus Bruxel / Agencia RBS

A rodada final do Campeonato Brasileiro terminou com o pior cenário imaginado pelos colorados. O resultado paralelo inesperado veio: no Morumbi, o São Paulo venceu o Flamengo. Mas no Beira-Rio, contra um Corinthians sem nada a fazer, o Inter ficou no 0 a 0 e deixou escapar um título que, de fato, esteve muito próximo. Uma frustração do tamanho da expectativa e da oportunidade desperdiçada. 


O Inter começou a partida querendo aparentar calma, mas não letargia. Trocar passes e procurar espaços. Sair sem proporcionar contra-ataques. Porque o Corinthians claramente tinha a postura de aguardar e jogar no erro colorado. O início teve o time de Abel procurando ataque pelo lado esquerdo, confiando em Patrick. Ao mesmo tempo, Heitor aparecia como boa opção pela direita, oferecendo alternativa ofensiva. 


Ao mesmo tempo, no Morumbi, o Flamengo mostrava suas credenciais. Enquanto no Beira-Rio o time gaúcho tinha dificuldade para vencer a defesa corintiana, os cariocas criavam chances e obrigavam Tiago Volpi a trabalhar. 


A partir dos 15 minutos, o Corinthians percebeu que o Inter estava retraído, possivelmente nervoso. Com mais força no meio-campo, aproveitou a marcação baixa e passou a atacar. Foi assim que criou a primeira boa chance. Lançado na direita, Cazares ajeitou para Ramiro, que bateu na rede do lado de fora, assustando Lomba.

 

Em São Paulo, o Tricolor paulista reclamou de um pênalti de Isla. O Inter chutou a gol pela primeira vez. Yuri Alberto ganhou de Jemerson e escorou para Edenilson. O camisa 8 avançou, entrou na área e bateu cruzado. Cássio defendeu. Aos 29, nova chance. Edenilson cobrou escanteio, Cuesta cabeceou, mas nas mãos do goleiro. 


Dois minutos mais tarde, a falha do Corinthians que o Inter esperava ocorreu. Moisés desarmou o adversário ao lado do campo, tabelou com Patrick e arrancou. Quando se preparava para cruzar, foi interceptado por um carrinho de Ramiro. A bola pegou na mão do jogador. Na área. Wilton Pereira Sampaio não titubeou: pênalti. Fala daqui, reclama dali, mão na orelha. Quatro minutos depois, o árbitro resolveu consultar o vídeo. Voltou, aos 36 para anular a marcação. 

 

Pouco depois, mancando muito, Dourado não aguentou as dores. Deitou no meio-campo e foi substituído por Lindoso.

 

Apesar de ainda lento, o Inter estava mais animado ofensivamente. Yuri Alberto quase fez, Gil bloqueou e mandou para escanteio. Aos 45, Patrick saiu a dribles pela direita, conduziu para o meio e entregou para Yuri Alberto. Com tranquilidade, o centroavante deu um leve toque por cima de Cássio. Gol. Na revisão, não havia dúvida nem polêmica: o colorado estava impedido, lance anulado.

 

Quase no final do primeiro tempo, gritaria de dirigentes, comissão técnica e jogadores não relacionados: Luciano, de falta, abriu o placar no Morumbi. Mais do que nunca, o Inter dependia só dele. O segundo tempo reservava um tudo ou nada. E, por ora, só no Beira-Rio.

 

O time voltou do intervalo sem trocas. Mas Abel já deixou Thiago Galhardo de sobreaviso, a qualquer momento, o goleador (aquela àltura vice, atrás de Luciano) seria acionado.


Aos quatro minutos, um lance que teria arrancado o maior dos "uuuhhh" do Beira-Rio, caso estivesse lotado como merecia essa rodada. Heitor fez um cruzamento em curva, procurante, Edenilson surgiu no meio da área, cabeceou para o chão. Cássio fez um milagre. No rebote, Yuri dividiu com Gil e a bola bateu na trave antes de sair. 

 

Na mesma hora, Bruno Henrique aproveitou o desvio de Gustavo Henrique e empatou o jogo no Morumbi. O resultado paralelo ainda servia, mas de nada adiantava sem o gol de Porto Alegre.

 

O Inter insistia, ainda que não na velocidade que se esperava. Patrick, pela direita, cruzou e Cássio interceptou. 


Gritos. Pablo fazia 2 a 1 para o São Paulo, aumentando a vantagem _ e de certa forma a pressão do Inter para fazer um gol. Aos 18, passa daqui, toca dali e Caio Vidal resolve arriscar. Chute forte, rasteiro. A bola quica, Cássio dá leve desviada e a bola carimba a trave.

 

Seguia a pressão. Após escanteio, Praxedes cabeceou prensado, para fora. Novo córner. Agora quem cabeceia é Lucas Ribeiro. Cássio pega firme.

 

Aos 23, Abel chamou Thiago Galhardo e Abel Hernández. Saíram Yuri Alberto e Praxedes.

 

Na ânsia de ir ao ataque, porém, o Inter começou a confundir velocidade com pressa. A bola passou a viajar sempre por cima, facilitando o trabalho dos corintianos. 

 

Quando Peglow e Lucas Mazetti entraram, o time seguiu tentando, mas uma pilha de nervos. Lucas Ribeiro quase fez, cabeceando para fora uma cobrança de escanteio. 

 

A pressão nos minutos finais foi intensa e desorganizada. O Corinthians segurou, administrou. E o Flamengo foi campeão.

Fonte: GZH
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