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21/03/2021 | 06:54 | Saúde

Governo do RS ingressa com recurso contra decisão que suspendeu cogestão

Mecanismo que possibilita flexibilização de atividades foi suspenso em decisão judicial horas após ser anunciado

Mecanismo que possibilita flexibilização de atividades foi suspenso em decisão judicial horas após ser anunciado
Reprodução/Internet

O governo do Estado ingressou, na noite deste sábado (20), com recurso contra a decisão que suspendeu a volta da cogestão. O mecanismo do distanciamento controlado permite regras mais flexíveis à bandeira preta para o comércio, salões de beleza e restaurantes nas cidades, caso seja o entendimento do prefeito. 

 

O procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, disse a GZH que o principal argumento é de que "o sistema de cogestão não significa abrandamento", e sim o compartilhamento da decisão. Também alegou que as restrições adotadas anteriormente tinham data para término e precisavam ser revistas.


— As modificações feitas agora são importantes para a manutenção do equilíbrio entre a promoção e proteção à saúde e a manutenção das atividades econômicas. A gente precisa fazer essa alternância do sistema agora para que possamos ter os dois fatores. O sistema é complexo, e o momento é, agora, de fazer a alternância — argumentou. 

 

Questionado se entraram no recurso os números da pandemia, que atingiu recorde de óbitos em um só dia nesta semana e neste sábado chegou ao maior número de internados em UTI covid, o procurador declarou que "são públicos e o governo trabalha com transparência". 

 

— A gente explica, inclusive, que os resultados de hoje não são resultado, ainda, das medidas que foram adotadas nas últimas duas semanas. Porque há um período para que o resultado venha, e isso leva em torno de 15 a 20 dias. Temos expectativa de que os números venham a apresentar agora o resultado dessas duas últimas semanas de restrições — complementou.   

 

Anunciada na tarde de sexta (19), a volta da cogestão foi suspensa horas depois, em uma decisão do juiz Eugênio Couto Terra, da 10ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre. No despacho, o magistrado afirmou que a situação atual da pandemia no Rio Grande do Sul evita que seja possível a flexibilização das atividades. 

 

Cabe agora ao Tribunal de Justiça decidir se mantém suspensa a cogestão ou se atende ao pedido do Piratini.

Fonte: GZH
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