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20/11/2022 | 06:52 | Saúde

Covid aumenta em 12 Estados; recomendação é para pessoas fazerem as doses de reforço

Boletim mais recente divulgado pela Fiocruz mostra crescimento dos casos no país

Boletim mais recente divulgado pela Fiocruz mostra crescimento dos casos no país
Vacinação é importante para população não sofrer com casos mais graves da doença - myskin / adobe.stock.com

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou o mais recente Boletim InfoGripe nessa sexta-feira (18). Conforme os dados, a covid-19 aumenta em 12 Estados do país, especialmente entre a população adulta na faixa etária acima dos 60 anos. O sinal de alerta precisa estar ligado, porque o crescimento dos casos da doença corresponde a 47% dos resultados positivos para vírus respiratórios nas últimas quatro semanas. 

O chefe do Serviço de Infectologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Eduardo Sprinz, recomenda o que pode ajudar no combate à doença.

— Tem uma nova onda pela frente e para se estar melhor protegido contra as formas mais graves é importante que as pessoas façam as doses de reforço das vacinas — afirma o médico.

No caso específico do Rio Grande do Sul, embora se verifique aumento de casos positivos para covid-19 na população adulta, o cenário não se reflete em sinal claro de crescimento de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no agregado estadual até a última atualização da Fiocruz. 

— As vacinas de que nós dispomos atualmente no Brasil, principalmente com as doses de reforço, protegem contra as formas mais graves da doença. Isso é a grande saída para não repetirmos os erros do passado —  avalia.

Segundo dados do painel de dados do governo do Estado, o RS soma 2.754.244  registros da doença e 41.231 óbitos por coronavírus desde o início da pandemia. A taxa de mortalidade é de 362,4 ocorrências a cada 100 mil habitantes.

Sprinz observa como está o cenário da covid-19 entre os pacientes do RS.

— Desde julho até agora, nunca tivemos uma trégua tão grande em relação à covid, tanto em número de casos quanto de internações. O que estamos vendo agora, principalmente no nível hospitalar, é que alguns pacientes são contaminados no hospital, infelizmente. Isso reforça o uso da máscara onde há pessoas doentes — diz.

O infectologista sinaliza o que tem percebido em relação ao perfil dos contaminados.

— Em via de regra, são pessoas com esquema vacinal antigo, principalmente com uma dose ou nenhuma, sendo que a última foi ainda no ano passado. E também aquelas pessoas muito doentes e idosas, acima dos 75 anos, cheias de comorbidades, e com algum grau de deficiência imunológica.

Dessa forma, o ato de se vacinar pode ser determinante para atravessar a nova onda sem sobressaltos.

— A doença existe e continua circulando. Tem uma nova subvariante que vai gerar a doença. Se estivermos adequadamente protegidos, isso não será grave — conclui. 

Saiba mais
O aumento moderado de casos de SRAG na tendência de longo prazo está presente em 12 de 27 Estados — Alagoas, Amazonas, Ceará, Goiás, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. A análise se baseia nos dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 14 de novembro.

Os dados indicam crescimento dos casos positivos para Sars-CoV-2 (covid-19), em especial entre os adultos. A prevalência entre os registros positivos para vírus respiratórios, no período correspondente às últimas quatro semanas epidemiológicas, foi de 10,3% para influenza A; 0,3% para influenza B; 24,2% para vírus sincicial respiratório (VSR); e 47% Sars-CoV-2. Por sua vez, a presença dos mesmos vírus entre os positivos que foram a óbito foi de 4,1% para influenza A; 0,0% para influenza B; 1,4% para VSR; e 83,6% Sars-CoV-2.

O pesquisador da Fiocruz Marcelo Gomes ressalta que a melhor forma de proteção é associar a vacinação nos postos de saúde com o uso de máscaras. A orientação é para a população conferir quantas doses já foram indicadas para seu perfil, considerando-se a faixa etária e as condições de saúde, para que haja maior nível de proteção possível.

— A vacina é muito importante para diminuir o risco de agravamento, mas seu papel é um pouco menor na transmissão. Por isso, é fundamental que se volte a usar boas máscaras em situações específicas. Ou seja, em transporte público, locais fechados e situações com muita gente em um espaço relativamente pequeno. É vacina no braço e máscara no rosto — aconselha o coordenador do InfoGripe.

Fonte: GZH
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