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05/12/2022 | 18:05 | Esporte

Seleção Brasileira dá show, goleia Coreia do Sul e vai encarar Croácia nas quartas

Brasil contou com gols de Vinicius Jr, Neymar, Richarlison e Paquetá para fazer 4 a 1

Brasil contou com gols de Vinicius Jr, Neymar, Richarlison e Paquetá para fazer 4 a 1
Seleção comemorou muito o primeiro gol do jogo - MANAN VATSYAYANA / AFP

Foi um baile da Seleção Brasileira, mas quem dançou na Copa do Mundo foi a Coreia do Sul. E dançaram também Vinícius Jr, Neymar, Richarlison e Lucas Paquetá, autores dos gols da goleada do Brasil por 4 a 1 sobre os sul-coreanos nesta segunda-feira (5), no Estádio 974.

Mas a dança deles, que teve até mesmo o técnico Tite tentando imitar o pombo com o camisa 9 da Seleção, foi para comemorar a classificação às quartas do Mundial para enfrentar a atual vice-campeã Croácia, às 12h de sexta-feira (9), no Estádio Cidade da Educação, em Al Rayyan.

Foi tudo resolvido rapidamente. Entre o hino e a definição do jogo não levou 15 minutos. O Juca Kfouri aqui na fila de baixo, nas tribunas do Estádio 974, mal tinha equilibrado os óculos de leitura entre a ponta do nariz e a máscara. O colega alemão aqui do lado tentou umas duas vezes colocar título no formulário do texto que escrevia. 

Começava a digitar e pimba, gol do Brasil. Partia para nova tentativa e, pimba, de novo. Outro gol. Parecia a gente naquela tarde de julho de 2014 no... Deixa para lá. 

Mas confesso que deu vontade de bater no ombro dele e, engrenando um inglês, dizer para ele que era assim que a gente se sentiu naquela vez.

Bom, mas passou. O fato é que o Brasil mostrou suas armas. Era preciso. "Ah, mas é a Coreia do Sul", podem dizer os pessimistas. Mas, quando se pega a Coreia do Sul vinda de batalha 72 horas antes, a obrigação é fazer o que protagonizaram Vinícius Jr, Neymar, Richarlison, Paquetá e Raphinha: amassar. Aos seis, estava 1 a 0. Aos 12, 2 a 0. Menos de meia hora, 3 a 0. Ainda veio o 4 a 0 aos 36. Só não acabou em seis porque houve relaxamento e preciosismo. 

Deu dó dos coreanos. Quando o Heugmin Son tocou na bola, o Brasil já tinha resolvido a parada. A Coreia é uma seleção organizada, disciplinada até o último fio de cabelo deles, preto como a asa da graúna. Só que com a vontade com que o Brasil entrou em campo, nem todo o exército coreano segurava.

Tite afundou sua última linha de cinco atacantes, avançou Thiago, Marquinhos e Militão, deixou Danilo e Casemiro iniciando tudo. O primeiro gol foi de manual. Raphinha deu um drible de futsal e atrasou para Casemiro. Esse tocou em Lucas Paquetá, que acionou Raphinha em profundidade. O cruzamento veio na contramão dos zagueiros. Vini dominou, olhou e mandou no único lugar em que não havia coreano.

Aos 10, a torcida organizada da Seleção cantou o nome de Pelé, em homenagem programada. No campo, Richarlison homenageou roubando a bola na área e sofrendo pênalti. Neymar bateu com tanta classe que o goleiro pareceu cair se desmontando. Era o 2 a 0, que ele correu para dividir com Alex Telles, sentado nas cadeiras atrás do banco. 

Os coreanos tentaram articular algo no ataque. Só que errar contra essa Seleção é fatal. Aos 29, Richarlison dominou a bola como uma foca na frente da área. Deu em Marquinhos, que tocou em Thiago. O passe foi de meia clássico. O gol foi de nove de área: 3 a 0. 

Aos 36, contra-ataque de quatro toques. A bola chegou em Vini, e ele encontrou Paquetá no lado oposto. Golaço, samba na comemoração e festa total. A essa altura, a janta da Croácia no hotel começava a ficar salgada. 

Segundo tempo

Claro que um jogo resolvido tão rápido traz um relaxamento. É humano desmobilizar quando tudo está resolvido. Por isso, Son teve a chance de fazer aos três. Se no primeiro tempo, Alisson salvou, agora foi o pé do coreano que errou o alvo.

Mas o Brasil seguia melhor, com um jogador em especial tentando de tudo para deixar a sua marca: o porto-alegrense Raphinha. O camisa 11, nascido e criado na Restinga, tentou aos dribles, deu bons passes e quase marcou aos oito, quando cortou dois marcadores e bateu rasteiro para bela defesa de Seung-Gyu. Até em cobrança de falta tentou, mas a bola bateu na barreira e saiu pela linha de fundo. Novamente, aos 16, parou no goleiro sul-coreano.

Pensando nas quartas, Tite fez a primeira troca aos 17 minutos. Sacou Militão, pendurado, e colocou Daniel Alves. A Coreia do Sul melhorou no jogo e, aos 22, Hee-Chan parou mais uma vez em Alisson, que fez sua terceira grande defesa na partida. Assim, o técnico novamente acionou o banco de reservas e colocou Bremer e Martinelli nas vagas de Danilo e Vinicius Jr.

A Seleção Brasileira diminuiu o ritmo e, aos 31, viu a Coreia do Sul descontar. Após cruzamento na área, Casemiro afastou e a bola caiu no pé de Paik Seung-Ho. O volante sul-coreano chutou forte, a bola ainda desvia em Thiago Silva e passa por Alisson: 4 a 1. E quase saiu o segundo dos sul-coreanos com Cho Gue-Sung, mas Alisson fez outra defesaça.

E foi o último lance do goleiro titular em campo. Para colocar todos os 26 jogadores do grupo para jogar ao menos alguns minutos na Copa, Tite mandou a campo Weverton em seu lugar, aos 35. Também entrou Rodrygo na vaga de Neymar. 

Mas restavam poucos minutos, que o Brasil aproveitou para segurar a bola, diminuir a intensidade do jogo e até certo ponto descansar para o duelo com a Croácia na sexta-feira. Teve baile brasileiro rumo às quartas de final. E o melhor, sem salto alto.

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