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22/01/2024 | 05:08 | Geral

Frigorífico incendiado no norte do Estado demite 500 funcionários

Empresa busca financiamento para reconstrução. Número de desligamentos pode aumentar

Empresa busca financiamento para reconstrução. Número de desligamentos pode aumentar
Incêndio ocorreu em 17 de dezembro. - Corpo de Bombeiros / Divulgação

Frigorífico com sede em Miraguaí, no norte do Rio Grande do Sul, a Mais Frango contabiliza até o momento cerca de 500 demissões em razão de um incêndio registrado em 17 de dezembro. O número ainda deve aumentar, afetando até 750 postos. Um quinto dos desligamentos até agora é de profissionais ainda sob contratos temporários que não foram renovados. Cerca de 95% do parque fabril foi atingido pelas chamas. 

Na última semana, dirigentes do frigoríficos estiveram no Rio de Janeiro para audiência no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O socorro à empresa mobiliza a região, já que a Mais Frango gera cerca de 1,3 mil empregos diretos. É a principal criadora de postos de trabalho em Miraguaí e no entorno. 

— O que nos tranquiliza é que temos quatro ou cinco empresas de abates de suínos e aves que estão tentando absorver esses trabalhadores — explica Raimundo Hett, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação. 

A coluna conversou com dirigentes da empresa. A direção diz ainda não saber quanto precisará de dinheiro e afirma que foco é "reconstruir a unidade". A ida para o Rio de Janeiro serviu para esclarecer dirigentes e técnicos do BNDES sobre a importância da empresa, que vai buscar ajuda do banco. A liberação de recursos depende de análise técnica por parte do BNDES, que engloba cadastro, limites de crédito e garantias. 

A reunião foi articulada pelo presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto. Juntos da direção da empresa, participaram também o deputado estadual Adão Pretto Filho, o secretário de Trabalho e Desenvolvimento Profissional do RS, Gilmar Sossella, trabalhadores do frigorífico e representantes da Associação dos Municípios da Região Celeiro. 

Fonte: GZH
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