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06/04/2024 | 06:38 | Saúde

Cidades do Vale do Sinos com mais mortes por dengue promovem ações para combater a doença

Novo Hamburgo e São Leopoldo são os líderes em óbitos pela arbovirose no RS

Os dois maiores municípios do Vale do Sinos adotaram novos planos de combate à dengue nesta semana. Depois de Novo Hamburgo confirmar a oitava morte e São Leopoldo a sétima, as prefeituras adotaram ações para controlar a disseminação do mosquito Aedes aegypti.

Em Novo Hamburgo, o atendimento preventivo foi reforçado. Na quarta-feira (3) a Secretaria Municipal da Saúde abriu o quarto ponto de hidratação, na UPA Centro, para pacientes com dengue. Em entrevista a Rádio Gaúcha, o secretário da Saúde de Novo Hamburgo, Marcelo Raidel, explicou a importância dos pontos de hidratação.

— Pacientes com dengue precisam de hidratação. Quando os sintomas começam, a maior recomendação é que haja hidratação excessiva — explica.

 Além disso, agentes de saúde e soldados do Exército fazem, diariamente, visitas domiciliares, recolhimento de entulhos depositados irregularmente e aplicação de inseticida em áreas de risco.

Raidel ainda faz um apelo à comunidade.

— Se tiver sintomas, por menor que sejam, procure uma unidade de saúde. Nós temos 25 unidades disponíveis à população. A dengue é um problema de todos — convoca.

 Já São Leopoldo adotou medidas de atendimento, além da prevenção. A secretária de Saúde, Andréia Nunes, relata que o decreto municipal de situação de emergência vigora desde fevereiro. 

— Nós estamos com atendimento em unidades básicas de saúde, de segunda a sexta, além de unidades que abrirão no sábado. — diz, se referindo às unidades dos bairros Brás, Vicentina,  Padre Orestes e Scharlau. 

Andreia também cita os 23 pontos criados para atendimento de pessoas com dengue.

— Viemos trabalhando com a qualificação de profissionais e outras ações associadas ao combate — explica.

A secretária também pede auxilio da comunidade para o combate à doença.

— Na fase em que estamos, nós precisamos muito do apoio da população: 75% das contaminações acontecem dentro da própria casa. O combate ao mosquito não é um trabalho apenas do administrativo, mas uma colaboração entre nós e a comunidade — finaliza.

Fonte: GZH
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