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29/04/2024 | 18:51 | Saúde

Hospitais do RS anunciam suspensão de atendimentos eletivos a segurados do IPE; veja lista de locais

Medida passa a valer no dia 6 de maio, afetando 25 mil pessoas. Hospitais reclamam de valores de tabela de remuneração. IPE Saúde é um plano mantido pelo governo do RS a servidores públicos.

Medida passa a valer no dia 6 de maio, afetando 25 mil pessoas. Hospitais reclamam de valores de tabela de remuneração. IPE Saúde é um plano mantido pelo governo do RS a servidores públicos.
Sede do IPE Saúde, em Porto Alegre. Reprodução/RBS TV

Um grupo de 18 hospitais (veja a lista abaixo) anunciou a suspensão de atendimentos eletivos a segurados do IPE Saúde, um plano mantido pelo governo do Rio Grande do Sul a servidores públicos e que atende cerca de 1 milhão de pessoas. A medida passa a valer a partir de 6 de maio.

Segundo as entidades que representam os hospitais, a medida deve afetar 25 mil pessoas que já tinham consultas, exames e procedimentos marcados. Nas emergências, só serão atendidos pacientes com risco de vida.

A suspensão vale por tempo indeterminado. Segundo os hospitais, a medida não afeta cerca de 2,4 mil atendimentos a pacientes internados ou em radioterapia, quimioterapia e hemodiálise.

As 18 instituições representam 60% dos atendimentos do plano de saúde. As entidades afirmam que sofrem um prejuízo de R$ 154 milhões por ano com as atuais tabelas de remuneração do IPE.

O diretor-presidente do IPE Saúde, Paulo Afonso Oppermann, afirma que recebeu com "certa surpresa" a decisão dos hospitais, porque o órgão dialoga com as entidades, e que o bem-estar do segurado "é inegociável".

"Nós vamos procurar nos organizarmos para garantir um plano de contingência que assegure ao nosso sócio, ao nosso segurado, a tranquilidade de chegar, ao precisar de um atendimento médico, tê-lo perto da forma com a qual nós estamos procurando restabelecer o acesso", diz.

Crise no IPE
Em 2023, o governador Eduardo Leite (PSDB) apresentou um projeto de reestruturação do IPE à Assembleia Legislativa. O texto foi aprovado pelos deputados. A proposta aumentou de 3,1% a 3,6% a contribuição dos servidores ao plano, em descontos que podem chegar a 12%, dependendo da idade do segurado. A medida também estabeleceu a cobrança por dependentes.

Servidores públicos reclamaram do reajuste, afirmando que seus salários seguem defasados, com cerca de 6% de reposição da inflação em quase nove anos. Já os hospitais afirmam que os repasses não cobrem os custos. Em 2023, médicos paralisaram o atendimento a segurados do plano em protesto.

Hospitais que anunciaram suspensão de atendimentos:

  • Hospital Divina Providência (Porto Alegre)
  • Hospital Ernesto Dornelles (Porto Alegre)
  • Hospital Mãe de Deus (Porto Alegre)
  • Hospital São Lucas (Porto Alegre)
  • Santa Casa de Porto Alegre
  • Hospital Tacchini (Bento Gonçalves)
  • Hospital de Caridade de Cachoeira do Sul
  • Hospital Santa Lúcia (Cruz Alta)
  • Hospital de Caridade de Erechim
  • Hospital Dom João Becker (Gravataí)
  • Hospital de Clínicas de Ijuí
  • Hospital Bruno Born (Lajeado)
  • Hospital de Clínicas de Passo Fundo
  • Hospital São Vicente de Paulo (Passo Fundo)
  • Complexo Hospitalar Astrogildo de Azevedo (Santa Maria)
  • Hospital Vida e Saúde (Santa Rosa)
  • Hospital Ivan Goulart (São Borja)
  • Hospital Sapiranga
Fonte: G1
Medida passa a valer no dia 6 de maio, afetando 25 mil pessoas. Hospitais reclamam de valores de tabela de remuneração. IPE Saúde é um plano mantido pelo governo do RS a servidores públicos.
Divulgação
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