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09/03/2015 | 23:11 | Praia Notícias | Educação

Professores estaduais votam greve em Santa Catarina nesta terça-feira

Aulas da rede pública estadual podem ser canceladas em diversas escolas do Estado

Aulas da rede pública estadual podem ser canceladas em diversas escolas do Estado
Categoria entrou em estado de greve na terça passada, quando mais de 3 mil docentes se reuniram em assembleia no Centro de Florianópolis e protest
Após declararem estado de greve na semana passada, professores estaduais de Santa Catarina voltam a se encontrar às 14h desta terça-feira, no Centro de Florianópolis, para decidirem pela interrupção ou não das atividades escolares por tempo indeterminado. 
Eles são contrários à Medida Provisória 198, que fixa a remuneração básica do professor admitido em caráter temporário (ACTs) e foi baixada pelo governador Raimundo Colombo (PSD) em fevereiro. 
As aulas da rede estadual devem ser canceladas em diversas escolas catarinenses nesta terça, da mesma forma que na semana passada – quando mais de 3 mil professores do Estado inteiro se reuniram em assembleia em Florianópolis. 
A Secretaria do Estado de Educação (SED) afirma que as aulas estão mantidas normalmente, mas o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte-SC) informou que muitos dos núcleos regionais da Sinte, como Joinville, Criciúma, Curitibanos e Joaçaba, disponibilizaram transporte para que os professores vão à Capital participar da Assembleia das 14h e também de ato na Assembleia Legislativa (Alesc), a partir das 9h.
— O sindicato orientou a paralisação para a assembleia estadual, mas a adesão ao movimento é questão particular, de cada professor. Na assembleia da terça-feira passada vieram cerca de 70 ônibus — explicou a assessora do Sinte, Graciela Fell.
A MP 198 vem sendo atacada pelos docentes porque, segundo a categoria, acaba com a gratificação por regência de classe e transforma professores ACTs em horistas. Já a SED discorda e afirma que a gratificação deve ser incorporada ao salário, e que os professores continuarão recebendo por hora-atividade ao preparar materiais fora da sala de aula. 
A secretaria diz que deve apresentar uma nova análise das propostas até quarta-feira. Segundo a pasta, as sugestões encaminhadas pelo sindicato teriam impacto financeiro de pelo menos R$ 1,5 bilhão, ou 60% a mais na folha de pagamento. 
Adiamento da proposta pode influenciar assembleia 
Na terça-feira passada, professores encabeçados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte-SC) organizaram um ato na Alesc e invadiram a sala de Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), impedindo a leitura da MP. 
No mesmo dia, o governo estadual sinalizou estar disposto a adiar a tramitação em um mês, discutindo a MP com representantes da categoria antes de enviá-la à votação. 
Esta mudança de cenário pode influenciar a nova votação, já que a própria categoria havia garantido que iria repetir continuamente os atos na Alesc para dificultar a tramitação da medida. 
Hoje, o Estado conta com 12 mil professores ACTs que têm contratos de até 10 meses por ano. O número representa metade do total de trabalhadores da categoria em SC. Como não há limite para renovação dos contratos, muitos passam anos lecionando em caráter temporário na mesma instituição.
Fonte: O Sol Diário
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