19/12/2024 | 09:47 | Cultura
Comunidade do noroeste do Rio Grande do Sul, parceiros, patrocinadores e autoridades prestigiaram a programação em Horizontina (RS)
O MEA - Memorial da Evolução Agrícola, um complexo de 64 mil m2 de pura arte, cultura, educação, ações socioambientais de esporte e lazer localizado em Horizontina, no noroeste do Rio Grande do Sul, completou um ano no dia 14 de dezembro com extensa programação nos dias 13 e 14. Em seu primeiro ano, o MEA instituiu importantes Programas, sendo eles Prosas com a escola, Mediação cultural, Mãos e fios, Roda com ciência, Noite no MEA, Acústicos MEA, Férias no MEA e o Deslocamentos MEA, este último foi destaque na agenda de aniversário.
“Iniciamos um ciclo importante para garantir a sustentabilidade dessa estrutura que vai além de um museu, é uma área de lazer, diversão e esporte. Sigo convicto de que estamos fazendo certo e aprendendo muito para tornar melhor ainda o que já fizemos neste primeiro ano”, afirmou Edilson Proença, presidente do Instituto John Deere.
No dia 13 de dezembro, foi realizada a Conferência com o artista multimídia Estevão da Fontoura: “O que o MEA desloca com o Deslocamentos MEA?”, contou com o depoimento de cada município contemplado no primeiro ano do programa Deslocamentos MEA. O curador fez uma análise a partir da percepção pessoal, como preparação para o diálogo com representantes dos municípios acerca das experiências e relevância da iniciativa do MEA. Com a proposta de trocar experiências sobre temas da cultura, museologia, patrimônio histórico, artístico e cultural, além de estimular o intercâmbio entre as comunidades locais. Deslocamentos MEA passou pelos municípios de Porto Vera Cruz, Tucunduva, Três de Maio, Nova Candelária, Boa Vista do Buricá, São José do Inhacorá e encerrou em Horizontina, onde ficará aberto à visitação até maio de 2025 no Centro Cultural Jorge Logemann (Rua Dahne de Abreu, 572). “O programa trata o passado, uma memória que vem sendo construída ao longo do tempo e as identificações que queremos preservar”, destacou Estevão da Fontoura.
A proposta é apresentar uma integração à rotina de cada município, celebrar a memória e as transformações sociais, e estimular reflexões críticas sobre o papel das tecnologias, do patrimônio cultural e das práticas educativas na construção de uma sociedade consciente e sustentável. “A exposição propõe uma reflexão sobre o impacto das transformações tecnológicas e da comunicação na vida corriqueira, especialmente no ambiente doméstico. Ela propõe uma análise de como diferentes formas de comunicação coexistem no presente, como o envio de cartas pelo correio, um meio tradicional que remete ao passado. Embora ainda exista, o uso do correio já não é familiar para muitas pessoas que não sabem como utilizá-lo. Ou seja, a exposição destaca como essas mudanças afetam as práticas e a percepção das pessoas em relação às tecnologias de comunicação ao longo do tempo, explicou Carla Borba, coordenadora do Educativo, Cultural e Socioambiental do MEA.
“Nosso espaço é de memória com exposições que contribuem para despertar o olhar para o futuro de um jeito diferente. São pequenos municípios e com muitas possibilidades para construir uma proposta de turismo, cultura e de desenvolvimento econômico regional”, acrescentou Nair Soares Ferreira, diretora do Centro Cultural Jorge Logemann, que abriga a Biblioteca Pública Edmar Albino Sulzbach e o Museu Municipal Zaira Elisabeth da Silva Logemann.
No dia 14 de dezembro, a programação iniciou com uma cerimônia para a comunidade e contou com a presença da diretora do MEA Karina Muniz Viana, da coordenadora do Educativo, Cultural e Socioambiental do MEA, Carla Borba, do Prefeito de Horizontina, Jones Cunha, do Gerente de Engenharia da John Deere Brasil - Fábrica Horizontina, Airton Heck, e do representante do SENAI, Alessandro Neumann. A cerimônia foi seguida de uma conferência sobre “Energias renováveis e os desafios da agricultura”, com Guilherme Raucci - Gerente de novos negócios IndigoAG e Patrick Bonella - CEO da Digitalli.
“Conseguimos constituir uma equipe potente, grande parte da região do noroeste. E temos a certeza de que o MEA está sendo acolhido por toda população, tornando-se uma extensão da casa das pessoas”, pontuou Karina Muniz Viana, diretora do MEA.
Durante o evento, foi inaugurada a pintura mural “O futuro é ancestral” com mais de 350 m2, do artista Café, além de apresentações de arte urbana, dança, música, e de poesia com o Coletivo Poetas Vivos. As oficinas de manobras de skate com Pedrin MC e de stencil com o artista rISCADO encerraram o dia.
Em um ano de operação, o Complexo MEA recebeu mais de 60 mil visitações, entre nacionais e internacionais, vinculadas aos programas relacionados à exposição de longa duração, oficinas, cursos, encontros e às áreas esportivas e de lazer. Em 2024 o MEA atendeu presencialmente 223 escolas e faculdades, somando mais de 17 mil alunos e alunas em visitas mediadas, além das demais ações e parcerias com diversas esferas das comunidades locais.
Sobre o MEA
O MEA - Memorial da Evolução Agrícola é um complexo de arte, cultura, educação, meio ambiente, esporte e lazer. De forma tecnológica e imersiva, o MEA conta a história da agricultura brasileira com o objetivo de provocar, trocar e produzir conhecimento em prol da sociedade e da diversidade cultural e ambiental. Além do espaço da exposição de longa duração e das oficinas culturais, o complexo conta com quadras esportivas, academia a céu aberto, salas multiuso, playground, loja, espaço para feira ao ar livre, unidade do Senai tornando-se um ambiente de convivência, cultura e educação.
Idealizado pelo Instituto John Deere e viabilizado pelo Programa Nacional de Apoio a Cultura, do Ministério da Cultura, tem como seus patrocinadores master a John Deere Brasil e SLC Agrícola. E apoio da FAHOR - Faculdade de Horizontina e da Prefeitura Municipal de Horizontina. O projeto de arquitetura do complexo foi desenvolvido pela Liberali Arquitetura e o projeto museográfico pela Straub Design.