29/12/2024 | 19:44 | Geral
Informação foi confirmada por seu filho ao jornal The Washington Post
Jimmy Carter, ex-presidente dos Estados Unidos e vencedor do Prêmio Nobel da Paz, morreu neste domingo (29), aos 100 anos.
A notícia foi confirmada por seu filho ao jornal americano The Washington Post. Carter liderou os EUA de 1977 a 1981, período marcado por crises econômicas, tensões diplomáticas e esforços globais em busca da paz.
James Earl “Jimmy” Carter Jr. nasceu em 1º de outubro de 1924, na cidade rural de Plains, na Geórgia. Filho de um fazendeiro e uma enfermeira, frequentou escolas públicas e se formou em Ciências pela Academia Naval dos Estados Unidos em 1946.
No mesmo ano, casou-se com Rosalynn Smith, sua companheira ao longo de sua vida pública e pessoal.
Na Marinha, serviu como oficial de submarinos nos oceanos Atlântico e Pacífico. Posteriormente, especializou-se em tecnologia nuclear. Em 1953, deixou a carreira militar após a morte de seu pai, assumindo os negócios familiares, que incluíam fazendas e uma loja de suprimentos rurais.
Carter iniciou sua trajetória política em sua cidade natal, onde liderou projetos comunitários e serviu como administrador local.
Filiado ao Partido Democrata, foi eleito senador estadual da Geórgia em 1962. No cargo, conquistou destaque por posições contra o desperdício governamental e leis que restringiam o direito ao voto de pessoas pretas.
Após uma derrota inicial em 1966, foi eleito governador da Geórgia em 1970. Durante seu mandato, promoveu reformas administrativas e sinalizou o fim da discriminação racial no estado.
Em 1976, Carter lançou sua candidatura à presidência, sendo eleito vencendo o republicano Gerald Ford. Sua gestão, que começou em 1977, ficou marcada pela mediação dos Acordos de Camp David, que estabeleceram a paz entre Israel e Egito, em 1978.
Internamente, Carter enfrentou desafios econômicos, como a crise do petróleo, inflação alta e desemprego. Também foi duramente criticado pela condução do sequestro de 52 americanos na embaixada dos EUA no Irã, em 1979. Os reféns só foram libertados 444 dias depois, já sob a gestão de Ronald Reagan.
Após deixar a Casa Branca, Carter voltou para Plains e dedicou sua vida a causas humanitárias. Em 1982, fundou o Centro Carter, que realizou missões diplomáticas e humanitárias em países como Haiti, Coreia do Sul e diversas nações africanas.
Em 2002, foi agraciado com o Nobel da Paz por seus esforços para resolver conflitos internacionais e promover os direitos humanos.
Carter e sua esposa, Rosalynn, tiveram quatro filhos. Seu neto Jason Carter, eleito senador estadual da Geórgia em 2010, também seguiu os passos na política.
Era o presidente norte-americano vivo mais velho da história depois da morte de George H.W. Bush, aos 94 anos, em 2018.
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