O Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública de Ensino do
Estado de Santa Catarina (Sinte/SC) afirma que nesta terça-feira (24) inicia em todo o estado a greve dos professores. Até as 8h, Sinte e Secretaria de Educação
de Santa Catarina não possuíam o balanço de adesão.
A orientação a pais de alunos é consultar a
direção das escolas para verificar o funcionamento das mesmas, informou a Secretaria de Educação. Na segunda-feira (23), o órgão público deu
aval aos diretores para alterar horários das aulas para suprir a demanda com os profissionais que não aderirem à paralisação.
A
partir das 9h desta terça, professores devem ir a Assembleia Legislativa do estado (Alesc) para pressionar deputados sobre a medida provisória 198/2015, que muda a forma de
remuneração de professores temporários.
Assembleia
Conforme o sindicato, a adesão deve ser gradual ao
longo do dia. Uma assembleia de professores deve ocorrer às 14h desta terça no Centrosul, em Florianópolis. Toda a categoria, de todas as cidades do estado, foi
convocada para participar.
Em reunião na tarde de segunda, os 120 membros do conselho deliberativo decidiram que vão acatar a assembleia e todas as
regionais do estado confirmaram participação.
"Sem negociação"
O Secretário
de Educação de Santa Catarina, Eduardo Deschamps, afirmou na segunda-feira (23) que as negociações com os professores se encerram a partir do momento em que a
greve começar.
"Com greve, não há negociação. Nós fomos surpreendidos pelo anúncio da
paralisação enquanto ainda estávamos fazendo as simulações necessárias para calcular o custo da nova carreira. Caso as aulas sejam prejudicadas,
não continuaremos a negociar", disse Deschamps.
De acordo com o sindicato, a decisão da greve foi tomada por o governo não havia sinalizado o
andamento das negociações.
"A greve está deliberada. A posição do secretário não muda a nossa
paralisação. Nós tivemos três reuniões com o governo e em nenhuma delas foi apresentada uma contraproposta. Queremos uma negociação de fato,
e não só um planilha mostrando que as propostas são inviáveis", disse o presidente da categoria, Luiz Carlos Vieira.
Conforme o
secretário, medidas são analisadas para diminuir o impacto no andamento das aulas com a greve deflagrada. Diretores foram orientados para alterar horários das aulas
para suprir a demanda com os profissionais que não aderirem à paralisação.
"Até o momento, acreditamos que a adesão
será pequena. De qualquer forma, estaremos em contato com as secretarias regionais e na quarta-feira (25) devemos fazer uma webconferência com os diretores para avaliar a
situação", reforça o secretário.
O secretário afirma que todos os encaminhamentos das negociações foram
comunicadas ao sindicato. Segundo ele, os cálculos não puderam ser finalizados até a última semana, prazo que o sindicato pediu de resposta. O sistema do governo
está com impedimento técnico de acesso pois roda a folha de pagamento do mês, segundo Deschamps.