12/05/2025 | 19:35 | Geral
Todos os dias temos que nos revoltar, tomar atitudes para que meninas e meninos não sejam abusados, não sejam agredidos.
Na abertura do seminário Combate à Pedofilia e ao Abuso Infantojuvenil, nesta segunda-feira, 12 de maio, a subprocuradora-geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Isabel Guarise Barrios, ressaltou que esse tema é prioridade para a instituição: “Não podemos achar que a violência contra as crianças e adolescentes é banal, corriqueira. Todos os dias temos que nos revoltar, tomar atitudes para que meninas e meninos não sejam abusados, não sejam agredidos. E para acabar com isso precisamos de momentos como esse. Sintam-se acolhidos e tragam suas demandas para que possamos tomar providências e conseguirmos, ao menos, reduzir essas brutalidades contra nossas crianças e adolescentes.”
No painel sobre o papel do MPRS na proteção de crianças e adolescentes, a coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Educação, Infância e Juventude do MPRS, Cristiane Corrales, apresentou o Projeto Mãos Dadas. A promotora de Justiça explicou que o grande número de casos de violências contra crianças e adolescentes levou o centro de apoio a desenvolver o projeto que pretende fortalecer, conectar e integrar a rede de atendimento para uma resposta rápida e preventiva. “Grande parte das crianças e adolescentes foi morta e agredida por pessoas próximas, que deviam protegê-las: pais, tios, madrastas, padrastos. A violência acontece em todas as classes sociais. E para mudar essa realidade e reduzir esses casos precisamos aprimorar o trabalho em rede, capacitar os profissionais para perceberem situações e comportamentos que sinalizem e indiquem essas violências”.
Cristiane Corrales também destacou as dificuldades para combater e minimizar os casos de violência e de abusos sexuais contra as crianças e adolescentes. "A nossa Constituição Federal diz que criança e adolescente é prioridade absoluta, mas concretizar isso em atos é um grande desafio. Precisamos de políticas públicas compatíveis, precisamos de investimentos e que as crianças e adolescentes sejam o centro das políticas públicas, como o sujeito de direitos, como preconiza o nosso estatuto da criança e do adolescente”, concluiu a promotora.
O evento promovido pela Frente Parlamentar de Combate à Pedofilia e ao Abuso Infanto-Juvenil da Assembleia Legislativa, em parceria com o MPRS, reuniu especialistas, autoridades e sociedade civil no auditório Mondercil Paulo de Moraes, na sede institucional do Ministério Público.
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