Foi mais sofrido do que o torcedor poderia imaginar, mas o Inter conseguiu mudar um roteiro que parecia perto de se repetir, quatro anos depois. Em 2011, o Cruzeiro-RS
eliminara o Colorado no Beira-Rio, pelas quartas do Gauchão. Os visitantes aprontaram de novo, abriram 2 a 0, mas não resistiram à pressão vermelha, sob comando
de Lisandro López. O argentino empatou com dois gols. Nos pênaltis, melhor para a equipe de Diego Aguirre, que está na semifinal do Gauchão, após uma
verdadeira batalha na noite desta quarta-feira.
Os gols inaugurais foram anotados por Matheus e Wesley, mas Lisandro López empatou, primeiro, de
pênalti. Antes, D'Alessandro havia errado uma cobrança. Ambas as penalidades foram anotadas por Diego Real devido à mão na bola do mesmo zagueiro, que acabou
expulso. Na série de cobranças, o Colorado venceu por 3 a 1. Lisandro, D'Ale e Juan converteram, enquanto Rafael Moura jogou longe. Do lado dos visitantes, Larte, Rodrigo
Heffner e Benhur perderam. Somente Jefferson venceu Alisson, que pegou uma cobrança. Mas vale destacar a atuação do outro goleiro, Bruno Grassi, de grandes defesas nos
90 minutos.
Agora, o Inter enfrenta o Brasil de Pelotas, que eliminou o Lajeadense, nas semifinais, que serão jogadas em duas partidas. A primeira das
decisões ocorrerá no sábado, em local ainda a definir, pois o Bento Freitas está interditado. Logo depois, terá o grande objetivo do primeiro semestre, a
Libertadores. Na próxima quarta-feira, vai a Santiago enfrentar a Universidad de Chile, para tentar se classificar às oitavas com uma rodada de antecedência.
Diego Aguirre resolveu seguir apostando nos jovens. O Inter entrou em campo com mais da metade do time com peças oriundas da base. A leveza colorada parecia surtir
efeito. Assim como ocorrera contra o Passo Fundo, o lateral-direito William chegava à linha de fundo com desenvoltura. Com um cruzamento do garoto, Sasha teve a primeira boa chance.
Depois, apareceu a estrela de Bruno Grassi, com defesas impressionantes. Primeiro, desviou chute de Ernando à queima-roupa. Depois, espalmou falta de D'Ale desviada pela
barreira.
Nada que fosse surpreendente. Grassi já havia fechado o gol na partida entre as equipes na primeira fase, com direito a pênalti defendido. A
novidade foi o goleiro colorado falhar. O primeiro vacilo saiu em chute de Paraná. Alisson deixou a bola escapulir, mas teve sorte de vê-la subir sobre o travessão. Aos
39, Matheus também testou o arqueiro. E se deu bem, ao bater na meia-lua, uma pancada. O problema é que Alisson sequer se atirou: 1 a 0.
Logo no
início do segundo tempo, o Cruzeiro-RS ampliou. Desta vez, não houve chance de defesa para Alisson. A cabeçada do ex-gremista Wesley entrou bem no canto. Aguirre tentou
mexer no Inter após o 2 a 0. A primeira cartada foi Anderson. Mas o alívio estava para vir mesmo na bola parada. Num pênalti cometido por André. O árbitro
Diego Real entendeu que o zagueiro usara propositalmente o braço para impedir cruzamento de D'Alessandro. Não é que o capitão colorado jogou para fora a
grande chance, aos 13 minutos do segundo tempo?
Sorte colorada é que havia outro argentino à disposição. Aos 24 minutos, Lisandro
López, de volta após artroscopia, entrou na vaga de um apagado Nilmar. Chutou a bola que foi na mão de André: novo pênalti, expulsão e, enfim, gol
do Inter, em cobrança convertida pelo centroavante. Isso aos 31. Quatro minutos depois, Lisandro escorou cruzamento em escanteio e empatou, fazendo rugir um Beira-Rio quase sem
esperança.
Na série de cobranças de pênaltis, o Colorado venceu por 3 a 1. Lisandro, D'Ale e Juan converteram, enquanto Rafael Moura
jogou longe. Do lado dos visitantes, Larte, Rodrigo Heffner e Benhur perderam. Somente Jefferson venceu Alisson, que pegou uma cobrança.