30/09/2025 | 05:29 | Trânsito
Os cinco ocupantes do veículo, com idades entre 18 e 19 anos e moradores de Campo Bom, estavam em um carro que trafegava a mais de 140 km/h, segundo relato de um dos sobreviventes
A Polícia Civil concluiu nesta segunda-feira (29) o inquérito sobre o acidente ocorrido em 13 de agosto na BR-116, em São Leopoldo, que resultou na morte de três soldados e deixou outros dois feridos. O laudo pericial apontou o excesso de velocidade como a principal causa da colisão.
Os cinco jovens, com idades entre 18 e 19 anos e moradores de Campo Bom, estavam em um carro que trafegava a mais de 140 km/h, segundo relato de um dos sobreviventes. O limite de velocidade no trecho é de 80 km/h.
Dos cinco jovens, a perícia apontou que apenas um usava cinto de segurança. Conforme o laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP), a falta do uso do cinto agravou as lesões e reduziu as chances de sobrevivência das vítimas. Os dois sobreviventes estavam sem o equipamento de proteção.
Outro fator destacado pela investigação foi a ausência de proteção metálica na mureta atingida pelo veículo. De acordo com o IGP, a mureta "apresentava uma extremidade em ângulo reto e não possuía qualquer tipo de proteção metálica (defensa)".
Segundo a polícia, especialistas apontam que, se a estrutura tivesse design com ângulo mais suave ou reforço adequado, os danos poderiam ter sido menores.
O exame pericial descartou a presença de álcool ou outras substâncias no organismo do motorista. O caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor, mas não terá responsabilização judicial em razão da morte do condutor.
No momento do acidente, por volta das 3h45min, os soldados estavam atrasados em deslocamento para uma solenidade do Exército no 18º Batalhão de Infantaria de Sapucaia do Sul. O evento era a Passagem de Comando do Comando Militar do Sul, que trouxe tropas de Santa Catarina e do Paraná, além das gaúchas. Para ter tempo de fazer o trajeto até o local da solenidade, no 3° Regimento de Cavalaria de Guarda, em Porto Alegre, e passar por um treinamento, os militares deveriam chegar até as 4h30min em Sapucaia do Sul.
Segundo o Exército, em ocasiões como essa os militares podem dormir no quartel, mas os cinco estavam entre a minoria que optou por retornar para casa e voltar durante a madrugada.
Morreram no acidente três soldados: Davi Adrian da Silva, 18 anos, Vitor Golfetto, 19, e o condutor Eduardo Hoffmeister, 19.
Os dois sobreviventes, Leopoldo dos Santos Staudt e Jailson dos Santos Gomes, de 19 anos, passaram cerca de três semanas internados, mas já receberam alta hospitalar.
*Produção: Fernanda Axelrud