A Secretaria de Saúde de Blumenau apura as circunstâncias da morte de uma menina de 2 anos por apendicite, na última quarta-feira (8),
após ter recebido o diagnóstico de virose em duas unidades de saúde do município.
De acordo com Andrigo Beber, diretor de
ações de saúde da Secretaria, a criança foi atendida na noite de segunda-feira (6) no Ambulatório Geral de Itoupava Central, onde recebeu o
diagnóstico de virose. Como não tinha febre, a menina foi liberada.
Na madrugada, porém, a família decidiu levar a menina até o
fospital filantrópico Santo Antônio, onde houve novo diagnóstico de virose.
Na manhã de terça-feira (7), a mãe foi buscar a
medicação para a filha na unidade de Estratégia de Saúde da Família (ESF) Angelo de Caetano, no bairro Fidelis. Na mesma tarde, a mãe retornou com
a menina à unidade de saúde.
De acordo com a Secretaria de Saúde, a criança passou por uma triagem mas não foi submetida a exames a
pedido da família. Um médico teria orientado a mãe a seguir com a medicação e, em caso de piora, retornar ao hospital.
A menina deu
entrada no Hospital Santo Antônio naquela mesma noite. Foi quando recebeu o diagnóstico de apendicite e foi submetida a uma cirurgia de emergência. Após ser
operada, a menina foi levada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu e morreu no fim da madrugada de quarta-feira (8).
Prontuários de atendimento
Segundo Beber, a Secretaria solicitou que as unidades de saúde forneçam os prontuários de
atendimento da menina. Ele afirma que em nenhum momento foi negado atendimento à criança.
“Se houve alguma imperícia dos profissionais,
poderemos encaminhar aos conselhos de medicina e enfermagem”, afirma o diretor.
O Hospital Santo Antônio, que atende também pelo Sistema
Único de Saúde (SUS), informou por meio de sua assessoria de imprensa, que prestou todo o atendimento necessário à criança.
Sobre
o fato de não ter diagnosticado a apendicite no primeiro atendimento, o hospital informou que casos envolvendo crianças pequenas são raros e difíceis de
detectar, uma vez que a elas não conseguem expressar verbalmente os sintomas.
A Secretaria Municipal de Saúde estima reunir todo o material sobre o
atendimento à criança ainda nesta semana.