21/11/2025 | 07:58 | Cultura
Grupo de Farroupilha é o vencedor mais recente do festival tradicionalista, que começa nesta sexta-feira
Vida, amor, paixão. Para quem veste a pilcha do CTG Ronda Charrua, dançar no Encontro de Artes e Tradição Gaúcha (Enart) é mais do que competir, é existir. Este ano, o festival será realizado de 21 a 23 de novembro no Parque da Oktoberfest.
A força dessa relação vem de longe. Muito antes de o festival se chamar Enart, ainda nos tempos do Festival Estadual Gaúcho de Arte e Tradição (Fegart), realizado em Farroupilha, a cidade-mãe do Ronda Charrua já testemunhava o nascimento de uma história destinada a marcar gerações.
Em 1990, o Ronda Charrua subia ao palco com vestidos amarelos que chamavam atenção de toda a Serra. Era a primeira vez que a região via uma entidade local despontando entre os grandes.
— A gente queria apenas pisar no palco do Fegart. Dançamos… foi lindo. Quando chamaram o segundo lugar, a arquibancada apontou para nós: vocês são os campeões. A pessoa anunciou: ‘O campeão do quinto Fegarte não vem... ele é daqui’. A gente chorava, pulava, a família desceu atropelando tudo. Foi mágico — lembra Elenice Girelli, pedagoga e campeã do Fegart daquele ano.
Ao lado dela estava Rogério Carlos Abreu, que revive a cena com lágrimas:
— Amor… foi amor. O esforço de todo mundo. Em 1990, em 2013, em 2024. O Ronda Charrua é história que ninguém vai apagar.
— A gente queria apenas pisar no palco do Fegart. Dançamos… foi lindo. Quando chamaram o segundo lugar, a arquibancada apontou para nós: vocês são os campeões. A pessoa anunciou: ‘O campeão do quinto Fegarte não vem... ele é daqui’. A gente chorava, pulava, a família desceu atropelando tudo. Foi mágico — lembra Elenice Girelli, pedagoga e campeã do Fegart daquele ano.
Ao lado dela estava Rogério Carlos Abreu, que revive a cena com lágrimas:
— Amor… foi amor. O esforço de todo mundo. Em 1990, em 2013, em 2024. O Ronda Charrua é história que ninguém vai apagar.
Em 2024, ela realizou o sonho de menina: tornou-se campeã do Enart.
Para muitos dançarinos, o momento antes de entrar no tablado é sagrado. Por anos, a bióloga Fernanda Gaviraghi da Silva, ficava do lado de fora rezando pelo grupo. Mas em 2024, algo mudou:
— Dessa vez a oração foi dentro do tablado. Era eu, ali, rezando junto com todos. Levei minha fé para dentro da dança.
E funcionou. O Ronda Charrua conquistou o tricampeonato – 1990, 2013 e 2024.