A dengue atinge 39 municípios do Rio Grande do
Sul, segundo levantamento da Secretaria Estadual de Saúde. A maioria dos casos, entretanto, se concentra na Região Noroeste, com 184 confirmações de
ocorrência da doença.
Em todo o estado, o número de contaminados já é quatro vezes maior que o registrado no mesmo período do
ano passado. O último balanço da Secretaria Estadual da Saúde confirma 237 casos. Entretanto, se forem somados os 27 novos casos divulgados pela Prefeitura de Santo
Ângelo nesta semana, o número chega a 264. Na cidade, os casos triplicaram na última semana.
"Está assustador. Me preocupa, porque eu
moro aqui, tenho família aqui, filhos. Isso é preocupante", diz a comerciária Eliana Amaral.
Também no Noroeste, o município
de Caibaté, com apenas 5 mil habitantes, registra 84 contaminados. Panambi e Erval Seco também enfrentam surto da doença. A situação mobiliza os agentes
de saúde.
"Nós recebemos uma determinação de acompanhar os municípios em função das notificações.
Estamos com o objetivo de construir uma rede de apoio ao controle da doença", explica o chefe da Divisão de Vigilância do Estado, Rosane Prato.
Aqui em santa rosa apenas um caso foi confirmado, mesmo com a proximidade dos demais municípios. Número pequeno que é fiscalizado por quem já enfrentou o
problema.
Santa Rosa, que já foi a cidade com mais casos em todo o estado, teve apenas um confirmado em 2015. O município tenta combater a doença
com planejamento. Um comitê se reúne toda semana para discutir ações preventivas. Além disso, o grupo orienta moradores e auxilia na limpeza de terrenos. A
atenção também se estende ao atendimento dos doentes.
"Se o usuário chega na unidade básica com suspeita de dengue ou mesmo com
dengue, então nós organizamos por quem ele vai ser atendido, como ele vai ser atendido, que ações vão ter. Ele vai ser cuidado para que não ocorra
nenhum óbito", explica a médica Fabian Breitenbach.