02/01/2026 | 05:18 | Geral
Número baixo de servidores que fiscalizam o regramento ainda é baixo em Torres. Já em Capão da Canoa, ações são feitas apenas em parceria com a Brigada Militar
Elas animam a ida à praia de alguns veranistas, mas atrapalham o sossego de muitos outros. Por esse motivo, as caixas de som são proibidas por lei em duas das principais cidades litorâneas do Rio Grande do Sul. Em Torres, no Litoral Norte, o regramento que proíbe esses equipamentos na faixa de areia foi sancionado em 2023; já em Capão da Canoa, a legislação com esta mesma finalidade entrou em vigor dois anos antes.
Contudo, mesmo com as regras, frequentadores seguem utilizando esses equipamentos. Na Praia Grande, em Torres, se ouve melodias das mais diversas vertentes musicais. O som alto se mistura com diálogos dos frequentadores, que gritam para falar uns com os outros.
Na tarde de quarta-feira (31), no último dia de 2025, a reportagem de Zero Hora observou uma discussão entre veranistas: de um lado, um grupo ouvia músicas de pagode em uma caixa da marca JBL; do outro, uma família pedia para que se diminuísse o som. Não houve acordo e a família se deslocou para outra área.
— Não pedi que desligasse, apenas que baixassem o volume. Entendo que é um momento de celebração, Ano-Novo, mas atrapalha os outros. Eu não vejo necessidade de escutar música tão alto — diz a veranista Melina Fischer da Silva, 38 anos.
A prefeitura de Torres diz fiscalizar quem utiliza caixas de som em suas praias. Contudo, há apenas 10 servidores contratados para cuidar de mais de 20 quilômetros de faixa de areia. Segundo a prefeitura, mais 10 pessoas serão contratadas com recursos do orçamento municipal previstos para 2026.
— Quase não se consegue fiscalizar. Não damos conta — diz o prefeito Delci Dimer.
Após abordagem dos agentes, quem se nega a desligar as caixas tem elas recolhidas. O secretário de Turismo de Torres, Gabriel de Mello, diz que foram feitas campanhas de conscientização com panfletos no verão de 2024 para 2025, mas não houve grandes resultados.
— Nosso agente vai, conversa e eles desligam a caixa. Damos as costas, ligam de novo. Contamos com apoio da Patrulha Ambiental da Brigada Militar, mas eles têm outras demandas na região — diz o secretário.
Em Capão da Canoa, a prefeitura diz que a fiscalização é feita em parceria com a Brigada Militar, que faz operações desde que começou o verão. O secretário da Fazenda do município, Fabrício Zambra, revela que mais de 10 caixas de som foram apreendidas.
— São caixas extremamente grandes. Seguimos o exemplo de municípios onde a lei deu certo, como praias de Santa Catarina — diz o secretário.
Além das operações da Brigada Militar, Zambra diz que em Capão da Canoa a população pode denunciar o uso de caixas de som na praia através do WhatsApp (51) 99116-6068 ou no número 190.
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