Acadêmicos do 5º semestre de Agronomia da SETREM realizaram no sábado, 18, viagem para estudos de manejo e gestão ambiental em microbacias,
acompanhados dos docentes Claudete Zimmermann e Ivar Kreutz. A atividade integrou o componente curricular de Manejo e Gestão Ambiental, buscando interação com o que foi
transformado pelo homem, denominada de ocupação antrópica. “Entende-se que toda ação do homem gera um impacto sobre o meio ambiente. As
proporções do impacto é que variam muito, dependendo da compreensão sobre o tema e do compromisso com a preservação do meio”, destaca
Kreutz.
“Com a preocupação de que ser profissional de Agronomia é saber produzir com o mínimo de impacto ambiental e de que este
impacto não pode colocar em risco a sustentabilidade do sistema produtivo em questão, os alunos foram em busca de mais conhecimento”, complementa Claudete.
Inicialmente os acadêmicos visitaram uma área nas imediações da SETREM que manteve a vegetação exuberante que ocupava a superfície dos
solos da maioria das áreas da região. Ao lado, os cultivos anuais e a mecanização atuavam com limitantes à infiltração de água.
“Diante desta realidade, observou-se que são necessárias práticas agronômicas que ajudam a cobrir o solo e a infiltrar a água para abastecer o perfil
do solo e o lençol freático a partir do seu divisor de águas”, explica Kreutz.
Situação dos locais
visitados
Em um segundo momento foi visitado um sistema de produção diversificado que busca constantemente manter as condições de
produção, na propriedade de Felix Sartor, em Quarainzinho, Três de Maio. “Na unidade de produção, localizada em uma área de microbacia, se
pode conferir sinergia de atividades. Esta interação de atividades acontece em função de um conhecimento e de um maior equilíbrio buscado no
somatório de todas as atividades que são desenvolvidas no local. Muitas delas transcendem os limites da propriedade, similar ao que se desencadeia na conservação
de solos e água. A capacidade de infiltração das águas se manifesta no afloramento do lençol freático dentro de vários reservatórios
de água. Com a preservação dos recursos naturais e seu equilíbrio a família desenvolve diversos sistemas produtivos, onde se pode observar: piscicultura,
olericultura, produção de grãos, ovinocultura, produção de uva, fruticultura, apicultura e silvicultura”, relata Claudete. No local, todas as
culturas são produzidas levando em consideração ações preservacionistas, buscando construir resultados com um mínimo de agressões ao meio
ambiente.
Segundo kreutz, durante o encontro, os acadêmicos puderam compreender que o manejo inadequado dos sistemas produtivos e a não
consideração de seus limites, pode colocar a sobrevivência das famílias em risco. “Também puderam observar que, assim como qualquer empresa, as
propriedades rurais precisam ter uma rotina de produção que preserve os fatores de produção”, conclui.