28/02/2026 | 06:45 | Geral
Bombardeios elevam tensão regional após semanas de mobilização militar e pressão sobre o programa nuclear iraniano
Israel realizou novos bombardeios contra o Irã neste sábado (28), em uma operação descrita por autoridades israelenses como preventiva. O presidente Donald Trump confirmou que as forças armadas dos EUA iniciaram "grandes operações de combate" no Irã.
Em publicação nas redes sociais, Benjamin Netanyahu citou o Irã como uma ameaça para a humanidade, "este regime terrorista assassino não deve se armar com armas nucleares que lhe permitam ameaçar toda a humanidade."
A ofensiva ocorre após semanas de articulação diplomática e militar envolvendo Washington e Tel Aviv, aumentando o temor de uma escalada no Oriente Médio.
De acordo com a Folha de S.Paulo, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o objetivo foi neutralizar ameaças à segurança do país. Autoridades israelenses disseram à agência Reuters que a ação foi coordenada com os Estados Unidos.
Conforme a CNN, essa operação pode durar vários dias.
Explosões foram registradas em diferentes pontos de Teerã, segundo veículos da imprensa iraniana. A agência Tasnim divulgou imagens de fumaça sobre a capital, e o aeroporto de Mehrabad teria sido atingido. O espaço aéreo do país foi fechado. Também conforme relatos publicados pela Folha, sirenes soaram em cidades israelenses para alertar a população, mas não houve resposta imediata do governo iraniano.
Uma autoridade iraniana afirmou à Reuters que o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, deixou Teerã e foi levado para um local considerado seguro. No início do mês, ele havia advertido que qualquer ataque provocaria uma reação ampla, classificando um eventual confronto como “guerra regional”.
Conforme o g1, o governo dos Estados Unidos vinha reforçando a presença militar na região nas últimas semanas. Um dos movimentos foi o deslocamento do porta-aviões USS Gerald R. Ford para o Oriente Médio, somando-se a outras embarcações e bases já mantidas pelos EUA em países vizinhos ao Irã. Ao todo, os norte-americanos controlam ao menos dez bases na região e mantêm tropas em outras nove.
As tensões também estão relacionadas às negociações retomadas em fevereiro entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano. Israel defende que qualquer acordo inclua o desmonte da infraestrutura nuclear da República Islâmica, enquanto o Irã aceita discutir limitações no enriquecimento de urânio em troca da suspensão de sanções, mas rejeita incluir o programa de mísseis nas tratativas.
O presidente Trump confirmou que as forças armadas dos EUA iniciaram "grandes operações de combate" no Irã. Ele publicou um vídeo de oito minutos no Truth Social.
Segundo o presidente, o objetivo é "defender o povo americano" de "ameaças do governo iraniano".
— Nós garantiremos que o Irã não terá uma arma nuclear — afirmou.
Em publicação nas redes sociais, Benjamin Netanyahu agradeceu Donald Trump quem chamou de "ao nosso grande amigo" e citou o regime do Irã como "terrorista e assassino".
O governo iraniano lançou uma onda de mísseis contra alvos em Israel em resposta aos bombardeios coordenados. A retaliação foi confirmada pelas próprias Forças de Defesa de Israel após a detecção dos disparos vindos do Irã, e também pela agência de notícias estatal iraniana Tasnim, que divulgou declarações das forças armadas de Teerã.
Sistemas de alerta foram ativados em diferentes regiões de Israel após as autoridades militares identificarem projéteis em rota para o país.
Segundo as Forças de Defesa israelenses, equipes da aviação e das defesas antiaéreas foram mobilizadas imediatamente para tentar interceptar e neutralizar os mísseis antes que atingissem áreas civis.
De acordo com a Tasnim, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que a primeira onda de ataques com mísseis e drones foi lançada como resposta aos ataques.
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