Quando Argel Fucks e Hemerson Maria falarem daqui alguns dias que o segundo jogo da
final do Campeonato Catarinense será decidido em detalhes vão lembrar do que ocorreu no primeiro encontro pelo troféu, na tarde desta domingo. No Orlando Scarpelli o
detalhe não foi alvinegro, tampouco tricolor. O detalhe foi a cabeça ou pé no ponto certo, a brecha para a bola passar, ou centímetros para fazer que uma parte
dos 13.682 que estiveram no estádio vissem um gol.
Ou ver alguém largar em vantagem na luta pela taça. Os detalhes que faltaram no Orlando
Scarpelli o Figueira precisará ter ainda mais quando cruzar os 150km entre a capital e a cidade do Norte de Santa Catarina. Se a rede teimar em não balançar no
próximo domingo, na Arena Joinville, o troféu vai ficar em mãos tricolores.
Precisão
O peso da
final pode fazer a perna pesar ou o tremor aparecer. Goleiro do Joinville, Oliveira deixou escapar, chegou a sair mal do gol. Mas não comprometeu. Até porque do lado mandante
também teve falhas. No começo do segundo tempo, ele perdeu a chance na melhor lance da equipe no jogo, em que a bola chegou limpa após jogada em velocidade. A bola
escapava. O pé estava um pouquinho atrasado ou adiantado para concluir. Vide Jean Deretti, aos 33, que não alcançou a bola que passou pela pequena área do
Joinville. Ficou a centímetros do balão.
Travado
Não deu certo a repetição do abafa do
Joinville sobre o Figueirense, que rendeu vantagem de dois gols na prévia da decisão, o último jogo entre os times, ainda no hexagonal. O Figueira ficou preso no meio.
Prendeu também a torcida da casa. O canto alto de começo, principalmente antes de a bola rolar, baixou. No burburinho os de preto e branco se soltaram, terminaram o primeiro
tempo em cima de um JEC satisfeito em travar a partida.
Briga por espaço
Era tanta, que não podia haver sequer
uma brecha na barreira em cobrança de falta. Tanto que o atacante Welinton Júnior esperou deitado atrás dela um tiro desperdiçado pelos alvinegros. Foi pelo
preenchimento de espaço também que Marcelo Costa deixou de armar para defender, e que o JEC ficava todo dentro da área quando o Figueirense tinha o escanteio. No
segundo tempo, quando Tiago Luís conseguiu entrar na área com a bola dominada, numa rara penetração tricolor, todas as portas estavam fechadas. Haviam quatro
alvinegros para fecharem a porta do cruzamento.
Igualdade
Os lances que arrancaram algo do torcedor no começo ficaram
restrito aos carrinhos de Thiago Heleno e Bruno Aguiar, um de cada lado. A etapa terminou também com um suspiro de cada lado, em arremates de fora de França e Augusto Cesar
que não passaram da promessa de algum perigo. O técnico Argel que pedia com os braços o avanço da equipe enquanto o JEC tocava bola fez outro movimento no
intervalo. Tirou Ricardinho e colocou Jean Deretti. O jogo do primeiro tempo voltou na etapa final.
Trocas
Além dele, no
lado alvinegro entrou Dudu, esperança da torcida para que o gol saísse. O Figueira também terminou a partida com Yago na vaga de um pilhado França. Dudu e
Deretti deram maior movimentação ao ataque do time da casa, a bola girou mais, porém não receberam a bola na medida para marcar, ou a entregaram em
assistência. O Joinville também fez sua tentativas com os jovens William Popp e Mateus Silva, pelo mesmo e inalcançado objetivo. Por fim, Hermerson Maria consolidou a
ideia de travar o rival com a entrada do zagueiro Danrlei na vaga do atacante Tiago Luís.