29/04/2026 | 14:55 | Polícia
Ofensiva da Polícia Civil gaúcha cumpre mandados em São Paulo e no Rio de Janeiro contra grupo especializado em "falsa central bancária"
Seis pessoas foram presas nesta quarta-feira (29) durante a Operação Mar Paulista, que investiga um esquema de estelionato eletrônico conhecido como “falsa central bancária”. São duas prisões preventivas e quatro temporárias, todas cumpridas fora do Rio Grande do Sul — cinco em São Paulo e uma em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro.
A ação é conduzida pela 2ª Delegacia de Polícia de Pelotas e foi desencadeada após uma médica residente em Pelotas ser vítima do golpe, com prejuízo de aproximadamente R$ 331 mil.
De acordo com a investigação, a vítima foi induzida por criminosos, que se passaram por gerentes de instituições financeiras, a realizar transferências via PIX após contato telefônico.
A apuração identificou a atuação de um grupo criminoso organizado, com divisão de tarefas. Um núcleo era responsável por aplicar os golpes, enquanto outro atuava na movimentação e ocultação dos valores.
A identificação dos suspeitos ocorreu a partir de diligências que incluíram a análise de dados bancários e telemáticos, com autorização judicial.
— A atuação integrada entre as unidades policiais e o uso de ferramentas de inteligência foram fundamentais para identificar a estrutura do grupo criminoso, que atuava de forma coordenada e com divisão de tarefas — afirma o delegado César Nogueira, responsável pela investigação.
Além das prisões, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão — nove em São Paulo e cinco em Campos dos Goytacazes.
As ações contam com o apoio das policiais civis locais. Também foi determinado o bloqueio das contas bancárias utilizadas no esquema e o sequestro de valores.
O objetivo é apreender aparelhos eletrônicos, documentos e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações, além de tentar recuperar o dinheiro desviado.
A Polícia Civil reforça o alerta para esse tipo de crime, que tem se tornado cada vez mais comum. Segundo a corporação, bancos não solicitam transferências nem dados sensíveis por telefone.
A recomendação é que, em caso de contato suspeito, a pessoa interrompa a ligação e procure diretamente os canais oficiais da instituição financeira antes de realizar qualquer operação.
As investigações seguem para identificar outros envolvidos no esquema.