23/05/2026 | 07:56 | Geral
Zambelli foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão por ataques ao sistema do CNJ
A ex-deputada condenada Carla Zambelli foi solta na Itália, nesta sexta-feira (22), após Justiça negar pedido de extradição e determinar a liberdade da brasileira, segundo a defesa da ex-deputada. As informações são do g1.
Ainda de acordo com a defesa de Zambelli, o tribunal da Suprema Corte de Cassações da Itália anulou a decisão anterior, emitida pela Corte de Apelações da Itália. A decisão anulada aprovava a extradição da ex-deputada, a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF). A Suprema Corte de Cassações ainda não se manifestou formalmente.
O processo, porém, ainda passará pelo ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio. O magistrado tem um prazo de 45 dias para dar um parecer favorável ou contrário à extradição.
Em vídeo publicado nas redes sociais, ao lado do irmão Bruno Zambelli e do advogado Pieremilio Sammarco, Zambelli agradeceu pelo apoios dos dois, afirmou que foi aplaudida ao sair da prisão e comemorou a decisão da Justiça:
— Estamos livres finalmente! Vitória!
Zambelli foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão por ataques ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Segundo a decisão, a ex-deputada teria orientado um hacker a invadir o sistema do CNJ para inserir documentos falsos, incluindo um mandado de prisão contra Alexandre de Moraes. Ela foi julgada por invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica.
Na tentativa de escapar da pena, foi para a Itália em maio do ano passado — ela tem cidadania italiana. Ela estava na lista vermelha da Interpol e foi presa em 29 de junho de 2025.
Após a prisão, a ex-deputada foi julgada no país europeu. A Justiça italiana decidiu mantê-la presa durante o julgamento, por entender que havia risco de fuga.
Nos últimos meses, o processo de extradição de Zambelli enfrentou atrasos por diversos motivos. Na primeira delas, no fim de novembro do ano passado, a defesa de Zambelli aderiu a uma greve de advogados em Roma, e na segunda, seus advogados apresentaram novos documentos à Corte.
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