Criado pela Organização Mundial da Saúde para que organizações se
reúnam para ajudar na prevenção e dar força aos pacientes que lutam com a doença, é celebrado em 4 de fevereiro o Dia Mundial do Câncer.
Neste ano, o objetivo da campanha é reduzir o estigma e dissipar os mitos sobre câncer, com o slogan: “Derrube os mitos”.
O médico
oncologista Dr. Lourenço Sangoi, responsável técnico da Clínica de Oncologia e Hematologia das Missões (COHM), diz que “a data é uma
oportunidade importante para disseminar o conhecimento sobre o câncer e falar também sobre os tratamentos e formas de prevenção da doença”, explica.
Estatísticas
O INCA estima cerca de 580 mil casos novos da doença para 2014. Segundo os estudos da
instituição, os cânceres mais incidentes na população brasileira neste ano serão pele não melanoma, próstata, mama, cólon e
reto, pulmão e estômago. Apesar do nosso país não figurar entre aqueles que mais investem em saúde, nos últimos anos inegavelmente houve
vários avanços na área da oncologia em serviços públicos.
Um exemplo é a incorporação de novos medicamentos
no SUS para o tratamento de câncer, como o mesilato de imatinibe (contra leucemia), o rituximabe (linfomas) e trastuzumabe (mama). Nesta mesma linha, a partir de janeiro deste
ano, o Ministério da Saúde anunciou a inclusão de várias medicações para o tratamento do câncer em via oral, no rol daqueles que os
convênios privados de saúde devem oferecer aos seus usuários.
Esta resolução representa um grande avanço no tratamento destes
pacientes, porque vários medicamentos novos são de uso oral e são bastante eficazes e com poucos efeitos colaterais em relação aos quimioterápicos
mais antigos, de uso geralmente endovenoso. Resta aguardar que esta iniciativa se estenda ao SUS o mais rápido possível, pois somente com investimento sustentado poderemos ter
resultados comparáveis aos países mais desenvolvidos (Fonte INCA/MS).
O médico salienta ainda que aproximadamente 30% das mortes por
câncer se devem a cinco fatores de risco comportamental e alimentar (índice de massa corporal elevado, consumo insuficiente de frutas e verduras, falta de atividade
física e consumo de tabaco e álcool) e, portanto, podem ser prevenidas. “O tabagismo é o fator de risco que sozinho provoca um maior número de casos e a
nível mundial causa 22% das mortes por câncer e 71% das mortes por câncer de pulmão”, afirma Dr. Lourenço.
A COHM conta com
profissionais habilitados nas diversas áreas da oncologia e hematologia, atuando na prevenção, orientação, diagnóstico e tratamento de patologias
na área de oncologia e hematologia de crianças e adultos, de modo a oferecer um suporte integral ao paciente com câncer.