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06/07/2015 | 16:35 | Saúde | Três de Maio

Clima fica tenso durante protesto em frente a prefeitura

Foto: Paulo Marques Notícias
O protesto contra o fechamento da Unidade de Emergência do Hospital São Vicente de Paulo reuniu cerca de mil pessoas. A informação é da Brigada Militar. A caminhada iniciou em frente ao hospital. 
Os funcionários do São Vicente e usuários do SUS carregaram faixas e cartazes pedindo que as autoridades busquem uma solução para o impasse. O presidente do Sinsisaúde de Santa Rosa, Lino Puhl, usou o carro de som para alertar as pessoas que estavam paradas em frente às lojas para o risco de Três de Maio ficar sem atendimentos de casos de emergência. 
Em nota, o hospital alega que não vai renovar o contrato com o Estado devido a atrasos nos repasses. Outro motivo apontado pela casa da saúde é o corte de uma verba mensal que era repassada pela prefeitura para custear os serviços prestados pelos médicos plantonistas. Segundo o hospital, no ano passado a unidade de Emergência já gerou um déficit de R$ 150 mil mensais.
Os manifestantes entregaram um ofício à secretária da Saúde Jacira Taborda. Ao se manifestar no carro de som, Jacira disse que a partir do momento que o hospital comunicou a decisão de fechar a Unidade de Emergência, o município juntamente com a 14ª Coordenadoria Regional de Saúde vem buscando uma alternativa.
Nesse momento, os manifestantes começaram a gritar “Cadê o prefeito”! e decidiram ir até a frente da prefeitura. Lá, Olívio Casali desceu do gabinete e usou o carro de som para explicar o que o Executivo já fez até agora para tentar manter o serviço. Casali, também, disse que nunca Três de Maio esteve tão bem aparelhado na Atenção Básica com cobertura de 100% da população por meio das Equipes de Saúde da Família (ESF’s).
Nesse momento, uma enfermeira do hospital pediu a palavra e contou ao prefeito que, praticamente, todos os dias chegam pacientes no São Vicente se queixando que não há médico nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O prefeito ficou nervoso e disse que isso não era verdade. O clima ficou tenso quando Casali tirou o microfone da mão da enfermeira, derrubando o aparelho no chão. Os manifestantes vaiaram a atitude do mandatário.
Um representante do Sindisaúde questionou o prefeito sobre essa atitude e os dois passaram a discutir. Na seqüência, Casali entrou na prefeitura. 
O presidente do Sindisaúde pediu calma aos presentes. A manifestação teve seqüência e a caminhada seguiu até a esquina da Câmara da Câmara onde o sindicato, também, entregou um ofício ao presidente do Legislativo Municipal, Cleiton Felipe dos Santos. O parlamentar disse que todos os vereadores, independente de partido, apóiam a causa.
Fonte: Paulo Marques Notícias
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