Em entrevista a Rádio Colonial, Jacira Taborda, disse que a proposta
que está sendo elaborada para financiar os atendimentos de emergência e urgência de Três de Maio será entregue primeiramente ao Conselho Municipal de
Saúde. O Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) já anunciou, por meio de nota, que vai suspender os atendimentos de emergência a partir do dia 20 de agosto. Jacira
disse que o protesto de ontem, organizado pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde, não contribuiu em nada para retomada do acordo entre prefeitura e
hospital. Segundo ela, as vaias contra o prefeito Olívio Casali deram uma conotação partidária ao evento. A secretária reconheceu que a
relação entre município e hospital está um pouco estremecida devido aos últimos acontecimentos:
“Foi um ato
desnecessário porque a negociação já está em andamento e deveremos formalizar a proposta ao hospital em breve. Não há motivo para tanto
barulho porque estamos trabalhando para garantir a Emergência a nossa população. Inclusive, estranhamos a participação de tantas pessoas de outros
municípios porque essas prefeituras já estariam repassando recursos normalmente para o hospital”, afirmou.
Em nota, o hospital alega que
não vai renovar o contrato com o Estado devido a atrasos nos repasses do Estado. Outro motivo apontado pela casa da saúde é o corte de uma verba mensal que era
repassada pela prefeitura para custear os serviços prestados pelos médicos plantonistas. Segundo o hospital, no ano passado a unidade de Emergência já gerou um
déficit de R$ 150 mil mensais.
O Sindisaúde ocupou na noite de ontem o espaço da Tribuna Livre na sessão da Câmara de Vereadores
para alertar os vereadores sobre o risco de fechamento da Emergência do Hospital São Vicente de Paulo. Conforme o representante do sindicato, Elias Backes, portaria de 2013
estabelece que o repasse do programa Portas Abertas do governo pode substituir o recurso municipal destinado para o mesmo desde que os valores sejam suficientes para custear o
serviço de Emergência. Já o médico plantonista da UTI do Hospital São Vicente de Paulo, Jean Zanetti, afirmou que caso o pronto-socorro do hospital
realmente seja desativado, a prefeitura terá duas alternativas. Uma delas seria transportar os pacientes em casos graves para a UPA de Santa Rosa e a outra seria a
criação de uma estrutura própria que funcionaria 24 com equipe médica e de enfermagem. Ambas as opções, na opinião do médico, iriam
custar bem mais para a prefeitura do que continuar repassando a verba para o hospital.