Um acordo entre o Hospital São
Vicente de Paulo, as prefeituras de Três de Maio e mais cinco municípios da região e o governo do Estado garantiu na tarde desta terça-feira (28) a
manutenção dos atendimentos de Urgência e Emergência na instituição filantrópica. A informação foi confirmada pelo diretor-
executivo do hospital Samuel Meotti após reunião com os prefeitos no Palácio Walter Ulmann. A diretoria do hospital vinha se manifestando publicamente apenas por meio
de notas publicas na imprensa local, mas nesta terça, Meotti anunciou que, embora a proposta do hospital não tenha sido atendida integralmente, os valores anunciados pelos
municípios e o próprio Estado garantem a manutenção do serviço. O hospital havia divulgado em nota que caso os repasses não fossem reajustados
não teria mais como manter a Emergência a partir de 20 de agosto, data em que expira o atual contrato com a secretaria estadual da Saúde:
“O hospital gasta cerca de R$ 200 mil para atender os casos de Urgência e Emergência e recebe do poder público, atualmente, a metade desse valor. O novo contrato
ainda não vai cobrir 100% das despesas, mas ao menos vai equilibrar essa conta. O São Vicente reconhece o esforço dos prefeitos e da 14ª Coordenadoria de
Saúde para não deixar a população sem o atendimento”, explica. Meotti explicou que o novo contrato terá prazo de seis meses e o hospital espera
negociar um novo reajuste nos valores ao longo desse período.
O prefeito Olívio Casali anunciou que o município de Três de Maio
voltará a conceder a subvenção social à instituição no valor de R$ 50 mil a partir de 1º de agosto. O impasse na Emergência
começou quando a prefeitura cortou a ajuda financeira no início do ano e o governo José Ivo Sartori começou a atrasar os repasses pelos atendimentos. A
prefeitura alegou que cortou a subvenção devido às dificuldades financeiras com a queda na receita municipal. Já a secretaria estadual da Saúde culpou o
governo Tarso Genro por comprometer recursos sem prever a fonte da receita.
Com o acordo firmado, os municípios de Independência (o único que
não deixou de repassar valores para manter a Emergência), Alegria, Boa Vista do Buricá, São José do Inhacorá e Nova Candelária vão
contribuir com repasse mensais para custear o serviço. O coordenador da 14ª Coordenadoria Regional de Saúde, Jorge Leandro Krechowiecki, anunciou que o Estado,
também, deve reajustar o atual valor repassado por meio do programa Portas Abertas. Ficou acertado, também, que os serviços de Traumatologia deverão ser
transferidos em breve para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Santa Rosa e Hospital Vida e Saúde.