conectados, surgiu este novo conceito tecnológico, na
qual não apenas computadores, tablets e celulares estão conectados, mas também, objetos como televisores, geladeiras e sistemas de segurança”, explica
Burg.
Impacto
O estudo efetuou uma análise do impacto da IoT na privacidade das pessoas, tendo como base artigos
publicados, livros e a norma ISO/IEC 27002. O trabalho foi produzido através do método de abordagem qualitativo e dedutivo, tendo os procedimentos de pesquisa
bibliográfica e exploratória, aplicando a técnica de análise de dados e simulação. “A Internet das Coisas torna pessoas e objetos conectados,
proporcionando a execução de tarefas autonomamente, de forma inteligente, nos mais diversos setores, além de ambientes domésticos (CHAOUCHI, 2010). Porém,
a IoT interfere em um dos direitos fundamentais, a privacidade que, de acordo com Leeuw e Bergstra (2007), gira em torno da vida pessoal, do lar, do corpo e das informações
íntimas das pessoas”, observa Cátia.
O TCC comprovou que a IoT tem um grande impacto na privacidade e no comportamento das pessoas à medida
que grande quantidade de dados é coletada pelos dispositivos sem o conhecimento das pessoas. Assim, segundo os acadêmicos, a sociedade deve ter conhecimento de que apesar dos
benefícios da Internet das Coisas, há a questão social, da coleta de dados sensíveis e o uso das informações como um valioso produto.
Invasão de dados
Os acadêmicos advertem que o ambiente da IoT não traz somente benefícios às
pessoas, mas também está diretamente relacionado a direitos fundamentais, dentre eles a privacidade e a segurança. Dessa forma, esta nova tecnologia pode facilitar a
invasão de dados privados e particulares das pessoas, pondo em risco informações particulares, de trabalho e íntimas. A medida que os dados coletados foram
analisados, Burg e Cátia perceberam que através da combinação destes é possível gerar informações a respeito da vida privada das
pessoas como, locais frequentados em determinados períodos, pessoas próximas assim como a descoberta da identidade das pessoas com o auxílio das redes sociais.
Esta invasão de privacidade, segundo eles, vem em grande parte da falta de segurança dos dispositivos da IoT, assim como da falta de consciência das
pessoas do destino de seus dados e do que pode ser realizado com os dados, já que muitos são coletados sem o consentimento dos proprietários.
O
trabalho concluiu que a Internet das Coisas tem um grande impacto na privacidade das pessoas à medida que a quantidade de dados coletados se intensifica continuamente.
“Então, para que o valor benéfico gerado pela IoT seja maior que os problemas causado por ela, é necessário trabalhar a conscientização das
pessoas perante aos riscos desta tecnologia e direcioná-las para uma visão mais abrangente da importância da privacidade e da segurança em um mundo no qual tudo
possa estar conectado”, finaliza Burg.