O Grêmio foi decepcionante. Empatou sem gols com a Ponte Preta no Moisés Lucarelli, em Campinas, e deu-se por satisfeito. Talvez tenha feito seu pior
jogo sob o comando de Roger. O ponto pode ser saudado pelo time, que acabaou a manhã na vice-liderança do Brasileirão.
Lento,
burocrático e perdendo o domínio do meio, o time ainda foi assolado com entregadas que destoavam, de longe, das últimas atuações. Já aos dois
minutos, Geromel foi displicente em lance na lateral e acabou batido por Gilson, que cruzou e Felipe Azevedo concluiu a gol, obrigando defesa de Marcelo Grohe.
Em seguida, o atacante Borges sentiu lesão e foi substituído por Diego Oliveira. Aos 19, o lateral Rodinei apareceu dentro da área e caiu ao ser tocado por
Marcelo Oliveira. O árbitro mandou seguir o jogo. Um outro lance trapalhão na zaga aconteceu na área do Grêmio antes da parada técnica devido ao
calor.
Quando reiniciou o jogo, a Ponte tinha 57% de posse de bola, contra 43% do Grêmio. Permaneceu o mesmo desenho. Douglas sem
ação, Luan errando muito, Giuliano acanhado e Fernandinho cumprindo apenas a função de cuidar dos passos do lateral Rodinei. O Grêmio parecia adormecido em
campo.
Como em lance aos 33, quando Galhardo atrasou de cabeça para Grohe e foi interceptado por Felipe Azevedo. Era mais uma entregada. Mas a
principal delas aconteceu dois minutos depois. O mesmo Galhardo cortou um cruzamento para dentro da área, e o lateral Rodinei, de frente para o gol, concluiu com perigo. A bola saiu
à direita de Grohe, batido no lance.
A Ponte ainda colocaria uma bola no travessão por intermédio de Biro Biro — e o primeiro tempo terminou
com uma última cena do festival de entregadas: Erazo se atrapalhou diante de Diego Oliveira, que avançou e chutou na rede pelo lado de fora.
No intervalo,
o Grêmio discorreu uma sequência de reclamações: Douglas pediu para que o time saísse de trás e marcasse mais à frente; Fernandinho falou
sobre o calor e o gramado, que realmente apresenta falhas e é muito irregular; e Grohe comentou que a bola estava "viva" demais.
Tudo pareceu igual no
segundo tempo, com um agravante ao Grêmio: já aos dois minutos, Maicon sentiu lesão muscular e foi substituído por Edinho, que em tese liberaria Wallace mais
à frente. Mas a Ponte continuava se impondo.
Pablo cabeceou sozinho sobre o gol de Marcelo Grohe. Sem reação, o técnico Roger Machado
decidiu retirar Luan e colocar em seu lugar um jogador que desse referência à frente. Colocou Braian. Eram 13 min do segundo tempo.
Nada se alterou.
Tanto que aos 21 o lateral Rodinei invadiu em diagonal na frente da grande área do Grêmio e chutou forte. A bola encontrou o poste de Grohe. Era o terceiro lance em que o
Grêmio era salvo pela trave. O técnico Doriva ainda colocou Leandrinho no lugar de Bady e depois mandou Keno em substituição a Biro Biro. Roger Machado
também tomou providências.
Fernandinho se esforçou na tarefa de marcar as avançadas de Rodinei. E ele ajudou Marcelo Oliveira. O problema
é que não dava sequência ao lance. Entrega sempre ao adversário. Ou seja, resultado zero. Aí Roger colocou Pedro Rocha.
Só aos
36 o Grêmio concluiu contra Marcelo Lomba no segundo tempo. No chutão de Walace ao ataque, Douglas aparou de cabeça para Braian, que girou o corpo e chutou sobre o gol.
Um lance isolado.
Em seguida, tudo voltou ao normal. Keno concluiu de dentro da área e Marcelo Grohe defendeu para escanteio. Grohe foi o único que
não participou do festival de entregadas.