Após uma série de municípios gaúchos cancelarem os desfiles da Semana Farroupilha deste ano devido à ameaça
da doença do mormo, o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) afirma que não há necessidade de suspensão dos festejos no Estado. De acordo com o presidente
Manoelito Savaris, os próprios criadores de cavalos devem cuidar e fazer os exames nos animais para evitar o contágio.
“O que nós precisamos
todos é cumprir a legislação, ou seja: quem tem cavalo deve fazer o exame determinado para poder andar com seu cavalo fora de casa. E aí, em função
disso, nós podemos realizar as atividades com todos os animais testados sem problema nenhum. Não há necessidade de cancelamento de eventos, há necessidade de
organização”, explica Savaris.
Somente na Região Central do Estado, oito cidades gaúchas já cancelaram os desfiles farroupilhas
de 2015. Este é o caso de Vila Nova do Sul, Santa Margarida do Sul, Paraíso do Sul, Tupanciretã, Cacequi, Lavras do Sul, Júlio de Castilhos e Caçapava do
Sul. Em Vacaria, cidade com uma forte ligação ao tradicionalismo, haverá somente o desfile temático, sem a presença de cavalarianos.
Há também a suspensão dos festejos em municípios do Sul do Estado, como São José do Norte e Capão do Leão. As cidades de Santana do
Livramento, São Borja e Bagé também cancelaram os desfiles farroupilhas.
Precaução
Em
entrevista ao programa Estúdio Gaúcha, o médico veterinário da Emater, Márcio Amaral, explicou que, pela legislação, os cavalos que
estão com os exames em dia podem frequentar eventos. No entanto, como há dificuldades na fiscalização, não há garantias de que todos os animais
tenham feito o diagnóstico para participar dos desfiles farroupilhas. Já o secretário estadual da Agricultura, Ernani Polo, garante que o Estado realiza a
fiscalização diariamente nos municípios e que há um controle da doença no Estado.
A doença
A doença do mormo causa alterações respiratórias e provocando febre no animal. Não há vacina nem cura para a doença. Além disso,
é contagiosa e pode ser transmitida para seres humanos. Até agora, apenas um caso da doença foi confirmado no Estado: em Rolante, no Vale do Paranhana, um cavalo morreu
pela enfermidade. Outros casos suspeitos estão sendo diagnosticados pela Secretaria Estadual da Agricultura.