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10/09/2015 | 05:54 | Praia Notícias | Saúde

Itajaí faz plano de contingência e SC fica alerta para nova onda de dengue

Município planeja montar uma sala específica para receber doentes

Município planeja montar uma sala 

específica para receber doentes
Foto: Reprodução / RBS TV
Depois que dois casos de dengue foram confirmados em Itajaí, na região do Vale, após dois meses sem registro da doença, o municipio divulgou um plano de contingência para combater uma possível segunda onda de casos. A Secretaria estadual de Saúde desenvolve uma estratégia de combate em 57 municípios, como mostrou o RBS Notícias.
"Nós não imaginávamos ter o segundo caso já. Nós estamos nos preparando para ter essa situação, se ocorresse, lá para novembro, dezembro. Nós precisamos que a sociedade nos ajude e se ajude", disse o secretário de Saúde de Itajaí, Osvaldo Gern.
Desde o início do ano, Itajaí teve 3109 dos 3.536 casos de dengue confirmados no estado. Com os novos casos, o município elaborou um plano de contingência, que será entregue a todos os setores da saúde. Nele consta o que cada um deve fazer se houver mais uma epidemia de dengue na cidade.
A secretaria planeja, por exemplo, montar uma sala específica para receber os doentes com sintoma da doença. As equipes de atenção básica da rede de saúde foram chamadas para ficarem atentas a todos os tipos de dengue, principalmente aos sinais de agravamento, quando a pessoa já contraiu dengue outra vez.
"O tratamento da dengue hemorrágica necessita de uma hidratação diferente, várias ações diferentes da dengue comum", complementou Gern.
O município acredita que não será preciso investir em mais pessoas para o combate. "Nossa equipe de 80 agentes de endemia ela é capaz de atender o município", reforma a diretora da Vigilância Epidemiológica, Rachel Marchetti.
Atenção no estado
Com a mudança no clima e a previsão de um volume maior de chuva, a tendência é que aumente o número de casos diagnosticados com a dengue. Para tentar conter a infestação, o diretor da Vigilância Epidemiológica do Estado disse que o foco é no combate aos criadouros.
No Verão,  os mosquitos depositaram os ovos, que estão à espera do calor e da chuva. A Vigilância mapeou  57 municípios no estado que são foco da atuação no combate a dengue, pela propensão a doença. Somados, eles têm a disposição R$ 1,7  milhão para usar em prevenção.
"Esse recurso deve ser utilizado para que se mantenha a rede de armadilhas adequadas, para que se consiga monitorar a presença do vetor no município e para que se contratem mais agentes de endemia, além da elaboração de um plano de contingencia", conta o diretor da Dive Fábio Gaudenzi.
Segundo a médica infectologista Regina Valim, é importante que as ações sejam feitas rapidamente, já que uma nova circulação do vírus em regiões em que já tiveram casos pode trazer danos mais graves ao organismo.
"Isso pode acontecer tanto com o vírus que já tinha circulado antes, que voltou a circular ou ter a introdução de um novo subtipo viral. A pessoa vai ter uma resposta mais intensa a esse vírus e aí o caso pode ficar mais grave", afirma Regina.
Números
O último relatório da Diretoria de Vigilância Epidemiológica do estado (Dive) sobre a incidência de dengue em Santa Catarina é de 3 de agosto. Segundo os dados, naquela data, Itajaí havia registrado 3.109 casos desde 1º de janeiro.
Em todo o estado, foram contabilizados até o início de agosto, 3.244 pacientes com a doença. Destes, 77 eram investigados com suspeita de também terem contraído a doença. Depois disso, não houve atualização dos números.
Sintomas
A dengue é uma doença infecciosa febril transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada com o vírus. Os sintomas são: febre, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele.
De acordo com a Dive, quem, nos últimos 14 dias, esteve em alguma cidade com presença do Aedes aegypti ou com transmissão da dengue e apresentar os sintomas deve procurar uma unidade de saúde para diagnóstico e tratamento.
Como prevenir
Entre as recomendações para evitar a disseminação do vírus estão: evitar usar pratos nos vasos de plantas e, caso a pessoa utilize, colocar areia nas bordas; guardar garrafas e objetos que possam armazenar água sempre com a abertura virada para baixo.
Também é necessário manter as lixeiras tampadas, bem como as caixas d’água. Plantas que acumulam água, como bromélias, devem ser evitadas, assim como o acúmulo de lixo.
Além disso, é importante tratar a água da piscina com cloro e limpá-la uma vez por semana. Ralos devem ficar fechados e desentupidos. Os potes de comida e de água dos animais devem ser lavados com escova, também semanalmente.
Fonte: G1
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