Mesmo em um campeonato de baixo nível técnico, como é o Gauchão, por vezes, jogar com o time reserva não
significa vitória. Foi o que ocorreu com o Inter em Veranópolis. Atuando com os suplentes, o time de Abel Braga perdeu por 1 a 0 para os donos da casa. Com isso, o Inter
também desperdiçou a invencibilidade no torneio. Segue com a melhor campanha do Estadual, onde era o último clube invicto.
Na quarta-
feira, o Inter A receberá o Brasil-Pel, uma vez mais no Beira-Rio e de novo para 10.250 torcedores. O check in será aberto nesta segunda-feira para os sócios
colorados.
Com os dois times começando a partida em marcha lenta, o Veranópolis levou vantagem sobre o Inter nas primeiras ações.
Aos seis minutos, George Lucas cobrou falta, houve desvio no meio do caminho e a bola acertou o travessão do estreante Dida. O Inter respondeu dois minutos depois, quando Augusto
chutou sobre o goleiro César.
E não demorou para que os reservas do Inter levassem o gol. Aos 13, em uma cobrança de escanteio, Soares subiu, com
Wellington Paulista às costas, e cabeceou no canto esquerdo. Dida ficou sem reação e o Veranópolis fez 1 a 0.
Pressionado, o Inter
conseguiu escapar em um contra-ataque. Alan Ruschel invadiu a área e foi derrubado por Léo Dagostini, mas o árbitro Francisco Neto não marcou o pênalti.
Apesar do prejuízo por causa da arbitragem, o Inter equilibrou a partida e passou a ter maior posse de bola.
Os donos da casa pareciam satisfeitos com a vantagem
mínima. Wellington Paulista, por cima, e Eduardinho, também para fora, ainda arriscaram os chutes em sequência. Aos 37, a grande chance de empate do Inter: Ernando
cabeceou com força um escanteio e César fez grande defesa. Os reservas de Abel Braga seguiram pressionado até o final do primeiro tempo, sem sucesso.
— Não era para tomar gol de bola parada. E tomamos — reclamou Wellington Paulista, justamente quem falhou na marcação a Soares, no gol do
Veranópolis.
No segundo tempo, com Caio no lugar de Valdívia, o Inter tentou retomar a pressão e tentar o empate. Os ataques colorados se sucederam,
com Winck, Caio, Ruschel, Patrick e Otávio. O Inter se atirava à frente em busca do gol, enquanto o Veranópolis se defendia de todas as maneiras.
O Veranópolis tratava de apertar a marcação e puxar contra-ataques. Um lance poderia definir a partida ainda cedo. Aos 20, Patrick lançou Wellington Paulista
que, livre, correu desde a intermediária, mas, ao chegar na frente do goleiro, em vez de chutar, tentou e errou o passe para Augusto. Uma falha que um camisa 9 não pode
cometer.
Abel Braga trocou João Afonso por Sasha, a fim de dotar o Inter de um maior poderio ofensivo. Aos 27, Alan Patrick cruzou na área e Caio
concluiu no travessão. Aos 33, Aylon substituiu Winck. O Inter se jogou de vez ao ataque. E, aos 37, por pouco não levou o segundo gol. Em contra-ataque, Juba tentou marcar um
golaço e facilitou a defesa de Dida. Mas nem precisou, pois o Inter não teve organização para buscar o empate. Assim como ocorreu no Gauchão de 2013, os
colorados perderam a invencibilidade no campeonato justamente no Antônio David Farina.