A professora
doutora Angélica Reolon da Costa, do curso de Tecnologia em Laticínios e Engenharia de Produção da SETREM, participou do IX Simpósio Internacional de
Alcachofra, Cardo e suas variantes silvestres, realizado entre os dias 27 de setembro à 3 de outubro em La Plata, na Argentina. Neste evento a doutora publicou oito resumos, sendo
cinco como primeiro autor. Além disso, teve dois trabalhos selecionados para apresentação oral, sendo a única brasileira a apresentar, concorrendo com
pesquisadores da Itália, Arábia Saudita, Portugal, Texas e Espanha. Angélica foi reconhecida como única brasileira pesquisadora de alcachofra. Um dos trabalhos
apresentados por ela derrubou uma teoria que vinha sendo difundida desde 1980, quanto ao tipo do sistema subterrâneo da cultura e sua hipótese foi aceita pela comunidade
científica.
Angélica começou a trabalhar com alcachofra quando ingressou no mestrado, através de um projeto aprovado pelo Ministério
da Agricultura. A proposta era difundir a cultura como nova alternativa de cultivo para as pequenas propriedades rurais do RS. No doutorado continuou os trabalhos com a espécie, e o
objetivo da pesquisa era desenvolver uma nova variedade comercial de alcachofra adaptada às condições edafoclimáticas do Rio Grande do Sul, onde a metodologia de
melhoramento genético utilizada foi a seleção recorrente fenotípica. Esse projeto contou com o auxílio financeiro do Cnpq, e foi desenvolvido em parceria
com a Universidade Nacional de Rosario (Argentina), onde a professora ficou seis meses estudando como parte do seu doutorado. “Ao final chegamos a uma variedade melhorada,
porém não estabilizada para as características selecionados, portanto ainda estamos trabalhando para chegar a uma variedade, uniforme e estável, fatores que o
mercado exige”, observa.
No Simpósio a docente teve a oportunidade de estar com renomados pesquisadores da cultura, de diferentes partes do mundo,
Itália, Espanha, França, Portugal, Arábia Saudita e Texas. “Senti-me honrada de poder aprender e trocar conhecimentos com essas pessoas e principalmente com a
receptividade quanto aos trabalhos por mim apresentados, pois sou iniciante e esses pesquisadores estão há mais de 20 anos trabalhando na cultura”. Sobre o fato de ser a
única brasileira pesquisadora da cultura, ela acredita que esse reconhecimento seja fruto de muito trabalho, dedicação e humildade em aprender com os mais experientes.
“Dedico também do apoio das doutoras Magali Ferrari Grando e Vanina Pamela Cravero, minhas orientadoras de doutorado. Só tenho a agradecer por essa oportunidade e agora
resta trabalhar para fazer valer esse título”, conclui.